A compostagem doméstica é um dos caminhos mais indicados para destinar o lixo orgânico produzido em casa. A prática consiste no processo biológico de valorização da matéria orgânica – hoje, ela é bastante adotada nas casas, mas também trabalha com materiais de origem urbana, industrial, agrícola ou florestal. É um tipo de reciclagem de lixo orgânico, em suma. No processo, que é totalmente natural, micro-organismos, como fungos e bactérias, atuam na degradação de matéria orgânica, transformando-a em húmus, que é um material rico em nutrientes e fértil, podendo ser usado, por exemplo, como adubo de plantas.

Acompanhe agora algumas perguntas e respostas comuns quando o assunto é reciclagem:

1. O que é composteira?
É o lugar ou a estrutura própria para o depósito e compostagem do material orgânico – é ali dentro que o lixo será transformado em húmus. A composteira tem diversos formatos e tamanhos, tudo depende da quantidade de lixo que é produzida dentro da sua casa, além, é claro, do espaço livre que você tem. Ela pode ser tanto comprada em lojas especializadas quanto feita de forma caseira, usando materiais como baldes, por exemplo. A maioria também pode ser adaptada, ficando maior, caso a versão inicial não tenha sido suficiente para abrigar todos os resíduos.

2. Por que algumas pessoas colocam minhocas na composteira?
As minhocas são capazes de digerir a matéria orgânica, facilitando o trabalho dos micro-organismos ali presentes – dessa forma, os animais podem acelerar a compostagem. O método, nesse caso, é chamado de vermicompostagem, e ele gera vermicomposto, popularmente conhecido como húmus de minhoca. É um adubo orgânico rico em flora bacteriana, e que devolve à terra mais nitrogênio, cálcio, magnésio, fósforo e potássio.

3. Todo tipo de alimento pode ir na composteira?
Não! O principal alerta nesse sentido é sobre cascas de frutas cítricas. Se colocadas no depósito de resíduo orgânico, acabam desequilibrando o pH da mistura da terra e prejudicar especialmente aquelas compostagens com minhocas, que explicamos logo acima. A dica, nesse caso, é reaproveitar as cascas, fazendo receitas como geleia de casca de abacaxi e tiras de casca de laranja e limão cristalizadas no açúcar ou cobertas com chocolate.

4. O que é o tal “material seco” que vai na composteira?
O material seco é parte essencial do processo de compostagem. Ele vai na “cobertura” do resíduo orgânico e atua como fonte de carbono. Seu equilíbrio com o nitrogênio é fundamental para o funcionamento ideal da compostagem. O material seco pode ser obtido em lojas de construção – serragem, por exemplo, desde que a mesma não tenha entrado em contato com cola ou verniz – ou encontrado no próprio jardim de casa. Grama, folhas secas e palha são totalmente indicadas para a compostagem.

5. Quais os principais benefícios de compostar?
A lista é imensa! Podemos começar pelo fato de que, ao compostar, você evita que aquele resíduo vá parar nos lixões e aterros sanitários – que já estão com suas capacidades bem limitadas – economizando, por consequência, os gastos com transporte e deslocamento desse material até chegar a esses destinos. Com a compostagem, você obtém adubo natural para as suas plantas – uma opção muito mais barata e sustentável do que as versões industrializadas. A prática ainda reduz emissão de gases do efeito estufa no meio ambiente e, por fim, pode até trazer benefícios à saúde. O contato com a bactéria presente no húmus funciona como antidepressivo natural e diminui alergias, dores e náuseas. As informações são da Discover Magazine.

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