O que é ou não é reciclável não é um padrão no Brasil nem no mundo. Isto é, questões como região, estrutura de logística e política influenciam nessa divisão, o que significa que, às vezes, um material que é possível de ser reciclado por conta de sua composição às vezes acaba não passando pela coleta seletiva por não existirem locais com capacidade de reciclar esse determinado resíduo.

Em São Paulo, por exemplo, os itens mais reciclados são papéis (mistos, brancos, jornais e revistas), vidros, metais, plásticos (diversos tipos), embalagens do tipo longa vida e também papelão. Mas o plástico é um dos itens mais complexos nesse sentido, porque existem muitas variações e diversas delas não-recicláveis. O isopor, por exemplo, tem tecnologia para reciclar, mas hoje, na cidade, só três cooperativas aceitam o material, o que acaba praticamente inviabilizando o processo. A mesma coisa acontece com aquelas embalagens metalizadas, comuns em salgadinhos, bolachas e chocolates, por exemplo, tecnicamente chamadas de BOPP, que portanto também é considerada não-reciclável.

Em relação ao chamado “lixo orgânico”, é importante ressaltar que ele não se refere apenas aos restos de comida. Há outros materiais que também devem ir para essa seleção – é o caso de papel higiênico, guardanapo, madeira e as já citadas embalagens metalizadas e o isopor.

Existem ainda outros tipos de lixo que devem ser tratados com atenção – é o caso do hospitalar. Quem gera esse resíduo em casa, como seringa, por exemplo, deve encaminhá-lo diretamente aos postos de saúde. Já remédios fora do prazo de validade podem ser entregues diretamente nas farmácias. Há ainda regras específicas para o lixo eletrônico, como pilhas e baterias, e para o óleo de cozinha. Leia sobre eles aqui e aqui.

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