O processo de recuperação do Rio Pinheiros, em São Paulo, tem diversos modelos internacionais para usar como inspiração. Pelo mundo, outras grandes cidades também implementaram políticas de limpeza e recuperação de suas águas – destacam-se aqui quatro casos que foram muito bem sucedidos.

O primeiro deles foi com o Rio Tejo, em Portugal. A população pressionou o governo para que esse processo fosse acelerado. Ali, o investimento foi equivalente à 3,8 bilhões de reais, e as ações incluíram obras de saneamento e renovação da rede de águas e de esgoto, uma vez que esses dejetos eram depositados diretamente no Tejo. O trabalho teve início em 2009 e, em 2015, foi descoberto que uma empresa de celulose estava despejando poluentes no rio novamente. Mais tarde, em 2018, foi feito um novo investimento – de cerca de oito milhões de reais – para limpar o fundo do Rio Tejo.

Já em Madrid o processo de limpeza do Rio Manzanares durou cerca de 20 anos e demandou uma quantia de 19 bilhões de reais. A cidade trocou a poluição e o tráfego diário de suas margens, que chegava a registrar 200 mil carros e caminhões, por 30 mil árvores distribuídas ao longo de um parque de 42 quilômetros de extensão, que conta ainda com praia urbana, calçadão, ciclovia e pista de skate e patins. O enterramento de partes da avenida em túneis colaborou com o trabalho.

Por fim, o Rio Tâmisa, de Londres, é tema de projetos de revitalização e recuperação desde 2016, quando um consórcio de empresas deu início à criação de um conjunto de túneis no subsolo da cidade para receber os dejetos – que somam quase 40 milhões de toneladas ao ano. São 25 quilômetros de extensão e sete metros de diâmetro necessários para abrigar essa quantidade de material. A construção vai ter o custo de 22,7 bilhões de reais, vindos em sua maioria de investidores privados e fundos de pensão, e tem sua inauguração prevista para 2023. Ali, a ideia é não só melhorar a paisagem urbana londrina, mas também garantir um fornecimento futuro de água limpa.

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