Onde você costuma jogar fora seu chiclete quando não quer mais?

Saiba que, se você olha feio para quem abandona o item no asfalto, a atitude da pessoa não está tão errada assim. Isso porque a composição do produto e a do chão asfaltado passam pela mesma origem, que é o petróleo, portanto jogar a goma ali faria com que ele passasse por um processo natural de decomposição, processo este que seria agilizado por conta da luz solar a qual ele estaria exposto e também o atrito com os pneus dos carros. Ele leva mais ou menos cinco anos para se decompor por completo – o que comparado às sacolas plásticas ou os canudos, que podem levar até 400, por exemplo, não é quase nada.

A questão aqui vai um pouco além: imagine uma região bem movimentada da cidade. A Avenida Paulista ou a Praça da Sé, por exemplo. Agora pense em, todos os dias, dezenas dessas pessoas jogando seus chicletes mastigados no chão. O impacto visual não seria nada legal. Isso sem contar que, como muita gente circula por esses locais, provavelmente não dá tempo dos chicletes secarem antes de alguém passar por cima dele. Aí, o produto gruda na sola do sapato e pode causar o maior problema. Outra ressalva do descarte de chiclete no asfalto é que animais que passam por ali, como pássaros, podem confundi-lo com alimento, como pedaços de pão, e engolirem – o que pode causar até uma asfixia. Portanto, o caminho mais indicado seria jogar o chiclete no lixo comum mesmo.

A verdade é que as gomas de mascar podem ser recicladas, virando matéria-prima para fabricação de pneus, por exemplo. Mas o Brasil não tem nenhum ponto de coleta específico para este fim. Em outros países, o processo já está mais avançado. É o caso do Reino Unido, onde há lixeiras por 12 cidades diferentes do país especialmente projetadas para a coleta de chicletes. O governo organizou a medida de forma que o material coletado virasse pneus ou ainda brinquedos e acessórios, como cases de celular.

Outra opção interessante foi apresentada pelas marcas Simply Gum e Glee, dos Estados Unidos, que criaram chicletes naturais e, portanto, biodegradáveis. Até o momento, não existe nenhuma marca brasileira que faça algo nesse sentido.

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