Os resíduos formados por pequenos itens, tais como as bitucas de cigarro, são gerados em enormes quantidades especialmente nas grandes capitais. O termo para designá-los é “microlixo” – e seu destino também são os rios e praias da região. O problema da poluição pelas bitucas é complexo: ao entrar em contato com a água, o cigarro libera suas substâncias tóxicas no meio, como o arsênio, por exemplo, que podem chegar aos lençóis freáticos ou permanecerem armazenadas nas superfícies.

Isso significa que, além de sujar os mares e rios, elas podem ser letais aos seres vivos dessas águas. Além da substância fazer mal por si só, muitos desses animais acabam confundindo os resíduos com alimentos e, ao ingeri-los, desenvolvem sérios problemas no trato gastrointestinal, podendo até falecer por conta disso. De acordo com um relatório da NBC News, a bituca polui mais os oceanos do que as sacolas e os canudos de plástico.

Só no Brasil são descartados aproximadamente 140 bilhões de filtros de cigarro por ano. Esse é o tipo de resíduo que compõe a maioria do microlixo do país devido ao volume e costume dos fumantes de jogarem os filtros do cigarro no chão. No meio ambiente, o tempo de decomposição de uma bituca de cigarro é de um a dois anos – imagine, a longo prazo, a quantidade de lixo que isso representa…

Você sabia que as bitucas podem ser recicladas? Elas podem ser usadas na fabricação de papel artesanal, por exemplo. No nosso país ainda não há uma legislação específica para gerenciar esse processo, mas o caminho é buscar os postos de coleta seletiva – a maioria deles também trabalha com a destinação correta desse tipo de resíduo. Quando fumar, deposite suas bitucas em um recipiente, como um potinho pequeno de remédios vazio, por exemplo, e após juntar uma certa quantidade descarte tudo de uma vez no lixo.

Em algumas cidades, existem ainda coletores seletivos para bitucas espalhados em espaços abertos, que também garantem que o cigarro vá ter o descarte mais adequado. O material depositado nesses coletores é processado e transformado em adubo – misturado a sementes, ele pode ser usado para recuperação de solos que sofreram processos de erosão.

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