De acordo com um estudo feito pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF), o Brasil é o quarto maior produtor de lixo plástico do mundo: são 11 milhões de toneladas a cada ano – só perdemos para Estados Unidos, China e Índia. Como se não bastasse, o país também é um dos que menos pratica a reciclagem, destinando pouco mais de 145 mil toneladas de todo esse material para os processos de reutilização e reaproveitamento – número que representa só 1,2% do total. A título de comparação, a média mundial é de 9% de materiais levados para a reciclagem.

Destrinchando os números em detalhes, a pesquisa constatou ainda que cada brasileiro produz cerca de um quilo de lixo plástico por semana. As consequências do descarte incorreto desse resíduo para o meio ambiente são diversas: como o material pode levar até 100 anos para se decompor na natureza, ele acaba afetando a qualidade do ar, do solo e interferindo nos sistemas de fornecimento de água. O plástico absorve diversas toxinas e, quando jogado fora com negligência, espalha todas essas substâncias nocivas por aí.

Ainda de acordo com o relatório, esse plástico que é jogado pelas ruas ou simplesmente descartado no lixo comum, acaba nos nossos oceanos – o volume de plástico que chega até eles a cada ano ultrapassa as dez milhões de toneladas. O alerta está dado: se continuarmos assim, daqui a dez anos teremos 26 mil garrafas de plástico na praia a cada dois quilômetros de extensão.

O que fazer?

As frentes de atuação diante desse cenário caótico são duas. Em primeiro lugar, é necessário cortar o máximo da produção de plástico no nosso dia a dia. Ou seja: não pegar sacolinhas no mercado, abrir mão dos canudos, reutilizar embalagens que já temos em casa, levar o próprio copo quando for passar o dia fora entre outras atitudes simples, mas que podem ajudar e muito o nosso ambiente.

O segundo passo é reciclar. É difícil zerar nossa produção de plástico por completo, mas se conseguirmos destinar todo o volume desse material que produzimos à reciclagem a missão está praticamente cumprida.

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