Quando o assunto é reciclagem, a Suécia se destaca no cenário mundial. Essa é uma das principais frentes de atuação do governo, que preza por práticas de manutenção de um país limpo e sustentável. Desde 2011, somente 1% do lixo doméstico produzido pelos suecos foi parar nos aterros – o que significa que eles reciclam 99% dos resíduos que produzem. E os planos para o futuro são otimistas: o governo sueco planeja que, até 2020, o país não envie mais nada aos aterros.

Anualmente, o país recicla 1,5 bilhão de latas e garrafas – isso feito por uma população de cerca de 9,6 milhões de habitantes, segundo o censo mais recente. Cada cidadão sueco produz, em média, 461 quilos de lixo por ano, contra uma média de 525 quilos no restante da Europa. A comparação com o Brasil é assustadora. Só em São Paulo, são produzidas 20 mil toneladas de resíduos diárias, sendo 12 mil delas vindas das casas da população.

Os supermercados da Suécia são preparados para auxiliar os moradores a reciclarem itens comprados ali,como garrafas PETs, latinhas e longnecks. Todas essas embalagens trazem um código de barras que indica determinado valor. Quando a pessoa leva esse recipiente, limpo, de volta ao mercado, recebe o valor de volta. Nos estabelecimentos existem máquinas que executam essa função – elas são automáticas e permitem que o cliente escolha se quer receber esse valor em dinheiro, se prefere um vale-compras para gastar no próprio local ou, ainda, se deseja doar esse valor para a caridade.

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