Boa parte do lixo que produzimos em casa ou no trabalho é orgânico. Por definição, o lixo orgânico é todo o resíduo que vem de animal ou vegetal, ou seja, restos de comida em sua maioria. E aqui estamos falando de tudo: casca de banana, farelo de pão, talos de legumes, borra de café… Vale incluir ainda podas de plantas e folhas secas. Esse tipo de resíduo não precisa e nem deve ir para o lixo comum. O caminho mais indicado é a compostagem.

A tal da compostagem nada mais é do que o processo de reciclagem do lixo orgânico, dando a ele uma nova utilidade: adubo natural, usado em substituição aos produtos químicos, que são poluentes e nocivos ao meio ambiente. A solução, além de sustentável, é muito mais econômica. De acordo com dados do Ministério do Ambiente, o Brasil produz cerca de 88 mil toneladas de lixo diário – mais da metade do total de lixo produzido no país é orgânico. Esse material, quando depositado em lixões ou aterros sanitários, gera gás metano – um dos principais causadores do efeito estufa.

O tipo de compostagem mais comum para se fazer em casa é a vermicompostagem, que utiliza caixas com terra e minhocas para transformar resíduo orgânico em adubo. Mas fique atento: não é qualquer tipo de alimento que vai na composteira. Frutas, legumes, verduras, grãos, sementes, ervas usadas em chás, borra e filtro de café e cascas de ovos podem ser colocados à vontade. Porém, em relação às frutas, é importante ressaltar: as mais cítricas, como laranja e abacaxi, devem ser colocadas de forma moderada, enquanto o limão não pode ser colocado de jeito nenhum – justamente por esse perfil ácido, que pode ser prejudicial para as minhocas. Outros itens que devem ser colocados em quantidades bem pequenas são alimentos que já foram cozidos, laticínios, flores, guardanapos e ervas, como as medicinais e as aromáticas.

Agora, o que não deve ser colocado de jeito nenhum: carnes, temperos mais fortes (como alho, pimenta e cebola), óleos e gorduras, líquidos como caldos de sopa e de feijão, fezes de animais domésticos e papéis (higiênicos, jornais e papelão).

Uma vez que sua compostagem estiver pronta, você pode usar o composto sólido diretamente como adubo nas suas plantas ou ainda para melhorar terras enfraquecidas de vasos já plantados. O composto líquido também funciona como adubo: as plantas o absorvem rapidamente, o que significa que os resultados não demorarão a aparecer. Mas atenção: ele deve ser diluído na proporção 1/10, ou seja, uma parte de composto líquido para 10 partes de água, e a adubação com ele não deve ser diária – o ideal é dar um intervalo de pelo menos uma semana para as aplicações feitas na mesma planta. Para o processo, você pode utilizar um regador ou um borrifador.

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