No sexo, assim como em diversas outras situações da vida, existem algumas “verdades enraizadas/naturalizadas”, que acabam sendo cultuadas em novelas, filmes, indústria pornográfica e até no boca a boca.

“As mulheres gostam de um sexo mais romântico”
“Os homens gostam de sexo, não importa como”
“Homens gostam de sexo anal”.

Mas será que todos os homens e mulheres têm essas mesmas preferências?

Já falei aqui sobre os problemas de comparar o “sexo real” com o que é apresentado nos filmes pornôs, e também sobre o erro em generalizar “sexo bom”, como se fosse igual para todas as pessoas.

Assim como na alimentação, no sexo também cada um gosta de uma coisa, descobre novos gostos com o passar do tempo, experimenta algo novo e pode incluir no “cardápio de opções”.

O autoconhecimento auxilia muito neste processo de entender o que dá mais prazer, como você gosta de ser tocada e o que não te faz tão bem.

Mas se você ainda está se descobrindo e não sabe quais são as suas preferências ou quer mais ideias, separei uma lista de coisas que você pode tentar e que podem aumentar a vontade e o copo do desejo:

  • ouvir ou falar palavras mais fortes, apimentadas ou vulgares, até palavrões;
  • ter relações sexuais com pessoas com fantasias eróticas;
  • preferências por partes do corpo ou peças de roupas;
  • motéis ou hotéis para variar o ambiente;
  • aproximar-se com romantismo e carinho, ou maneira mais intensa e quente;
  • provocações e insinuações;
  • surpresas, ser supreendida e sair da rotina;
  • sexo virtual;
  • mensagens picantes para aquecer o dia;
  • banho juntos;
  • massagem erótica;
  • transar em lugares inusitados ou até mesmo público;
  • ménage à trois; swing;
  • sexo oral e sexo oral mútuo (69);
  • voyeurismo (assistir à outra pessoa nua ou em relação sexual);
  • exibicionismo (ter outra pessoa assistindo durante a relação sexual);
  • posições como de quatro, de conchinha, a mulher por cima ou o homem por cima;
  • em vários cômodos da casa ou em outros lugares;
  • dominação e/ou submissão;
  • explorar o corpo um do outro com degustações no mesmo;
  • simulares serem outras pessoas;
  • acessório e brinquedos eróticos

A sua criatividade é o limite (claro, que sempre com consentimento)!

Lembre-se que é muito importante manter uma boa comunicação com o/a parceiro/a. Você pode não só expor suas preferências como também entender se ele/a está aberto a tentar coisas novas.

E se você só consegue sentir excitação com um único estímulo ou preferência, seja por não conhecer novas formas, ou por não te trazer prejuízo nenhum e estar feliz desta maneira, tudo bem! O sexo deve ser prazeroso, e não uma pressão para seguir os padrões.

 

paulanapolitano

Psicóloga clínica, pós graduada em Terapia Sexual e em Terapia Cognitivo Comportamental. Também é autora do livro "Sexplicando: sexualidade sem mitos e tabus".