Moscas volantes (descolamento de vítreo posterior) são pequenas partículas que aprecem estar flutuando na frente do olho, mas na verdade estão no vítreo, gel transparente que preenche a parte de trás do nosso olho.

São percebidas mais facilmente durante a leitura, quando se olha para uma parede ou superfície clara ou em dias muito ensolarados.

A causa está numa alteração desse gel. E está relacionada à idade, na maior parte das vezes. Ao longo da vida, esse gel sofre alterações na consistência, diminui de volume e se solta em alguns pontos da retina formando pequenas “cicatrizes”. São essas cicatrizes que enxergamos aqui fora como se fossem pequenos mosquitinhos ou teias de aranha.

Existem alguns grupos de risco. São eles: – pessoas com idade superior a 45 anos;- com alta miopia;- pacientes de cirurgia de catarata- paciente que sofreram traumatismo na região do olho;- paciente que tiveram inflamação dentro do olho (uveíte).
O tratamento não é necessário quando não há danos na retina. Geralmente, as   moscas volantes tendem a diminuir com o passar do tempo.

Em casos graves, no caso de excesso de partículas que impedem as tarefas diárias, a cirurgia pode ser indicada.
Se incomodar muito, a dica é mover os olhos para cima e para baixo até “remover” as partículas da visão.

 

Sinais de Alerta

– Aumento repentino dos pontos flutuantes;

– Flashes de luz repetidos e frequentes;

– Perda total ou parcial da visão (sensação de que parte da visão está coberta por um véu);

– Recente cirurgia ou lesão ocular.

Carolina Gomides

Maria Carolina Gomides é formada em medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí desde 2001, onde cursou residência em oftalmologia. Fez especialização em córnea e doenças externas na Universidade Federal de Uberlândia e em cirurgia refrativa. Atualmente, realiza consultas em Higienópolis, em São Paulo, e Jundiaí, e atende pacientes SUS no Hospital Estadual de Franco da Rocha. Escreve semanalmente sobre o tema no Mulheres da Pan.