Comemoramos no último dia 12 de outubro o Dia das Crianças, e em função dessa data achei importante resgatar uma live que fiz no meu perfil do Instagram com a Lena Vilela sobre um tema tabu, mas fundamental – como muitos dentro da sexualidade: educação sexual.

Como podemos desmistificar e descomplicar a sexualidade na infância? O que deve ser falado, como e quando? Por que muita gente ainda enxerga o fato de falar sobre sexualidade (que é diferente de falar sobre sexo, ou de relação sexual) como um incentivo, e não como algo educativo e que pode ajudar a previnir doenças e evitar casos de abuso?

Para quem tem filhos, sobrinhos, ou convive com crianças, vale ressaltar:

A criança não tem uma intenção erótica. Ela tem uma intenção de curiosidade, de descoberta… quando ela começa a se tocar, e descobre que é “gostosinho”, ela tende a repetir, afinal é uma sensação de prazer.

Mas calma! Na infância esse toque não é uma masturbação, como acontece durante a adolescência e na vida adulta. É um comportamento natural da infância, de entender quais são as partes do corpo, de descobrir sensação. O erotismo está muito mais na cabeça e na preocupação dos pais do que neste toque infantil.

Mas aqui entra um ponto fundamental: ela precisa saber que tocar em algumas partes do corpo é algo que somente ela pode fazer, e que se algo estranho ocorrer ela confie nos pais ou em outro adulto para conversar sobre.

Educação sexual é, na realidade, uma maneira de fortalecer o vínculo familiar e contribuir para que a criança tenha autoestima ao saber das coisas. Fugir do tema pode gerar ansiedade nos pequenos, e aumentar os conflitos próprios da idade.

Assista à live completa:

 

paulanapolitano

Psicóloga clínica, pós graduada em Terapia Sexual e em Terapia Cognitivo Comportamental. Também é autora do livro "Sexplicando: sexualidade sem mitos e tabus".