De todos os conselhos que eu poderia dar a você, que acabou de receber um bebê nos braços, eu diria: ser mãe é perder o controle.

Um bebê muda ao longo dos meses.

Ao longo dos dias.

Às vezes, ao longo das horas.

Quando você se acostumar com ele dormindo até 08h00, ele vai começar a acordar 07h00.

E quando seu corpo entender a mensagem das 07h00, ele vai acordar 06h00.

Em um dia, ele vai tirar uma soneca de 02h00 (e nesse dia eu aconselho que você pare tudo o que está fazendo e durma).

No outro, ele vai acordar todas as vezes em que você o colocar no berço e nem a cama compartilhada vai te salvar.

Ele vai amar cenoura.

E aí, um belo dia, ele vai decidir que cenoura é o pior alimento que você poderia oferecer a ele.

Ele vai odiar banana.

Até aquele fatídico dia em que ele vai comer uma banana inteira e pedir mais, pra depois voltar a odiar a fruta.

E por falar em introdução alimentar, em um dia você vai descobrir que oferecer primeiro alimentos que ele não gosta tanto faz com que ele coma pelo menos um pouco.

No dia seguinte, ele só vai comer esse mesmo alimento se você oferecer no fim da refeição.

E no outro não vai comer de jeito nenhum, nem vai tocar no prato.

Em um dia, ele vai amar um brinquedo e no outro vai começar a chorar assim que você o pegar.

Você não vai ter tempo para se acostumar.

E não, não é algo que você possa controlar.

Pode me citar todas as rotinas possíveis que a puericultura moderna criou.

Você não pode controlar as mudanças do seu bebê ao longo do tempo, não é culpa sua se ele não dormiu bem naquele dia e nenhuma comida que você ofereceu estava do agrado dele.

Eu queria muito que alguém tivesse me falado isso quando a Malu era pequena: não é sua culpa, você não tem como controlar esse bebê.

Por isso, cada vez que a culpa começar a dominar sua mente, lembre-se das minhas palavras.

De todos os conselhos que eu poderia te dar, fique com esse: não é sua culpa, ser mãe é perder o controle e mesmo assim acertar em cheio!

Andressa Rosa

Eu era roteirista, aí virei mãe da Malu e nunca mais consegui parar de falar sobre isso. Hoje tenho um blog, um podcast e muita história boa pra contar!

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