Você já sabe.

Já entendeu qual é, realizou o que acontece, permitiu que finalmente a ficha caísse e tirou a venda dos olhos.

Muito embora racionalmente tudo seja claro e óbvio, vez ou outra você se pega alimentando uma espécie de falsa esperança, traz a tona uns pensamentos que já foram pensados demais, teima em crer que as coisas de fato tenham que ser assim e novamente fica com todos os sentimentos em ebulição palpitando no peito.

Logo depois, fica cheia(o) de raiva de si mesma(o), se questionando de como ainda pode imaginar que algo seja diferente. Trata-se de uma teimosia cega que custa a se convencer do que verdadeiramente acontece para desconstruir inteiramente esse montante de expectativas…

É que dói muito!

O inconformismo grita! E tudo o que você deseja é que nada disso estivesse acontecendo e que então, você pudesse acordar em um dia qualquer e as coisas estariam fluindo normalmente, do jeito que você estava certa(o) de que aconteceria.
Seria lindo e um desfecho típico dos filmes de Hollywood, poréeeem, aqui é vida real, a frustração é grande, sabemos.

E depois de uma frustração daquelas, a cabeça sempre mais ágil nas direções, lidera no podium da recuperação. Logo atrás, vem ele, o coração, perdido, aos pedaços, esgotado, precisando descansar e se recuperar para acelerar novamente na direção certa.

Ouça o Podcast:

Pamela Magalhães

https://pamelamagalhaes.com.br/

Psicológa especializada em relacionamento e apresentadora do podcast Coração Peludo