Eu não sei como foi 2019 pra você.

E dificilmente conseguirei te explicar em palavras como foi o furacão 2019 pra mim.

Entre medos, desafios, angústias, alegrias e vitórias, mesmo sem saber sua história eu consigo acreditar na mãe que podemos ser em 2020.

Eu quero ser uma mãe que aceita ajuda. De verdade. Por muito tempo eu acreditei que só eu poderia cuidar bem da minha filha (e continuo acreditando que nós temos um jeitinho especial de olhar pra eles e fazer tudo acontecer), mas hoje percebo o quanto ela é cercada de pessoas que a amam e que amam cuidar dela. Nossos filhos não são fardos. Eles são presentes em nossas casas e eu quero permitir que as pessoas que a amam conheçam suas peripécias. Eu quero aceitar ajudar sem achar que tenho uma dívida com quem me estendeu a mão.

Eu quero ser uma mãe que confia mais em si mesma. Mas assim, que confia pra c@!$&@! Uma mãe que sabe que pode ser tudo o que quiser, inclusive a melhor mãe possível.

Em 2020, eu também quero abandonar a capa da mãe heroína. Essa que nunca precisa de nada, que doa tudo, que não chora, que não tem sentimentos, que sempre tá bem e simplesmente não existe. Essa mãe que da conta de tudo tá fora de moda até nas redes sociais. Eu não quero mais bancar a heroína. Eu quero ser real!

Eu quero me preocupar menos com os pitacos e com todas as intervenções externas que insistem em me dizer que eu não sou boa o suficiente. Eu quero escolher minhas batalhas, comprar apenas discussões que valham a pena (quase nenhuma) e saber ouvir quando for um conselho de amor.

Eu quero ser mais leve. Em casa, no trabalho, na escola dela e em todo lugar por onde formos. Mais desencanada, despreocupada, de bem com a vida mesmo.

E eu quero me amar mais, pra ensinar pra Malu que é possível ser mulher e amar o cabelo, o corpo, a risada, os defeitos e as qualidades. Eu quero me amar pra que meu amor por mim transborde nela e em todo o meu caminho. Me amar significa pra mim que eu quero trabalhar fora, me maquiar, cuidar das minhas roupas, comer melhor, me exercitar mais e carregar menos culpa no peito.

Em 2020, eu quero viver um dia de cada vez.

Sem grandes metas, mas com muita esperança!

 

Agora me diz, o que foi incrível em 2019 na sua maternidade? Que mãe você quer ser em 2020? Me mostra seu jeito de ser feliz?

 

Vamos juntas com fé, respeito e amor.

2020 é nosso!

Andressa Rosa

Eu era roteirista, aí virei mãe da Malu e nunca mais consegui parar de falar sobre isso. Hoje tenho um blog, um podcast e muita história boa pra contar!