No 19º episódio de “Mulheres da Pan”, as integrantes de nossa bancada debateram o vídeo de Natal do “Porta dos Fundos”.

O grupo lançou este ano um especial natalino que gerou bastante polêmica nos últimos dias. O canal de paródias é bastante conhecido pelo humor irônico e não foi a primeira vez que o “Porta dos Fundos” fez um Especial de Natal que incomodasse, sobretudo, as pessoas religiosas.

Este ano, o capítulo chamado “A Primeira Tentação de Cristo”, que está disponível na Netflix, mostra uma festa surpresa de aniversário para Jesus, em comemoração a seus 30 anos. No entanto, a parte que mais chocou as pessoas, foi Cristo ser representado como gay e levar o novo namorado para casa.

A narrativa traz uma série de outras polêmicas envolvendo moral e religião, algo muito característico das produções do “Porta dos Fundos”.

Renata Barreto acha que a liberdade de expressão serve para qualquer coisa, inclusive para o humor, que pode ser considerado ruim, ofensivo ou de mau gosto. Mas, na opinião dela, desde que não haja interferência do Estado e que não entre em esferas criminais, o grupo tem o direito de fazer o que quiser e disse que não consumiria o conteúdo dos programas do grupo.

“Eu como consumidora acho irrelevante, aliás, eu não gosto de Porta dos Fundos”, disse a economista.

Ana Paula Henkel, cristã católica e praticante, falou que seu tempo é muito precioso para perder com um vídeo com este teor.

Ela achou o especial uma ofensa e um desaforo ao Cristianismo, mas concorda com a posição de Renata em relação à liberdade de expressão.

“Eles não têm a menor conexão com o Cristianismo e uma atitude deste nível de mau gosto, pra mim, é uma coisa muito mal resolvida internamente, daí a necessidade de chamar a atenção ofendendo uma religião”, ressaltou a ex-jogadora de vôlei.

Mariana Brito disse que não viu e não verá o vídeo pois é um tipo de humor que não lhe agrada.

“Pra mim, precisa ser engraçado e inteligente. Não é necessário ofender um grupo religioso para ser engraçado, não faz sentido pra mim”, disse a jornalista.

Angela Sousa falou que seria inaceitável que uma paródia como essa fosse feita por um cristão que frequenta a igreja, mas que das “pessoas do mundo”, ela espera de tudo.

“Esta galera não está entendendo o juízo que eles estão trazendo sobre a própria cabeça. Vai haver o dia que todo mundo vai encontrar com Deus, não tem como fugir disto.Todo dom foi dado pelo ‘Pai das Dádivas’ e eles ainda vão ter que prestar contas do que eles fizeram com o dom que Deus deu para eles”, ponderou.

A liberdade de expressão ainda continuou no debate e as mulheres da Pan também falaram sobre religiões, limites do humor e South Park.

Confira!

 

Daniela Contin Garcia

Publicitária e Podcaster na Jovem Pan