No último dia 13 de abril foi comemorado o Dia do Beijo, e eu não posso começar este nosso papo sem perguntar:

Como está o beijo no seu relacionamento?

Tenho observado uma mudança de comportamento dos casais, e ouço muitos relatos no consultório sobre a falta de beijos mais “calorosos”, daqueles que realmente mexem com o corpo todo, sabe?

Ele costuma aparecer só no início do namoro, e depois vai ficando cada vez mais esquecido. Os beijos de língua são trocados por “bitoquinhas”, ou como eu gosto de brincar, por aquele beijo na testa, que parece beijo de mãe!

Parece um detalhe bobo, mas o beijo é um dos grandes termômetros da relação. Ele mostra como está a intimidade, a conexão, e é, muitas vezes, a porta de entrada da sexualidade.

Mas porque ele vai ficando esquecido?

Já falamos aqui que muitos fatores afetam a vida sexual, como a correria, estresse, trabalho, cuidar da casa, das finanças, dos filhos… e ao priorizar estes outros momentos, o relacionamento vai ficando de lado, esperando que o desejo apareça de forma espontânea.

Por que não se dedicar, cultivar e lembrar da importância do beijo no dia a dia? Quando chegar em casa (ou, em tempos de pandemia, quando sair da sala do home office) dê um beijo “caprichado” no seu parceiro/a.

Troque a “bitoquinha” por um beijo de língua!

E atenção: isso não significa que você está em busca de algo a mais. O beijo de língua é uma preliminar excelente, claro, mas ele não pode aparecer só nos momentos “pré-sexo”. Ele é uma demonstração de amor, de carinho, e não deve ser esquecido no relacionamento, em todos os momentos.

Minha dica é: lembre como era no começo do namoro! Deixe as sensações e as vontades aparecerem mais vezes, sem espaço para constrangimentos ou vergonha. Beijar é um ato de amor!

 

paulanapolitano

Psicóloga clínica, pós graduada em Terapia Sexual e em Terapia Cognitivo Comportamental. Também é autora do livro "Sexplicando: sexualidade sem mitos e tabus".