No último vídeo que publiquei lá no meu Instagram sobre os mitos da pornografia o tema foi o orgasmo e a facilidade como ele aparece nos filmes pornôs.

Basta um estímulo simples e rápido e, como se fosse um passe de mágica, homem e mulher chegam rapidamente – e em todas as relação – ao pico máximo do prazer.

Mas quando a gente volta para a vida real não é bem assim, né?

Nem homens nem mulheres conseguem alcançar o orgasmo dessa maneira, e para as mulheres há alguns agravantes que influenciam bastante, como o preconceito em relação ao prazer na sexualidade, os tabus sobre a masturbação, que inibem a exploração do corpo, a necessidade de encher o copo do desejo para excitação aumentar…

E há também a cobrança por ter orgasmo 100% das vezes, como se sem ele não fosse possível ter prazer na relação.

A verdade é que pressão não combina com prazer.

Quando a sensação de dever, de obrigação, se sobrepõe ao fato de curtir o momento e se entregar à relação, é muito mais difícil chegar lá. Com a má influência da pornografia muita gente cria a autoprofecia de que não vai alcançar o orgasmo, e não se permite tentar.

Para alcançar o pico máximo do prazer é preciso estar totalmente dedicado, com a cabeça de cima relaxada, aproveitando os estímulos eróticos e as sensações.

Quanto mais entregue, mais no presente, mais conhecedora do corpo, mais preliminares e mais conversas sobre o que cada um gosta, maiores as chances de ambos chegarem ao orgasmo. Mas vale lembrar: mesmo assim não vai acontecer sempre.

Deixe de lado a pressão e a ditadura de que o sexo só é bom se terminar em orgasmo. Vamos quebrar os tabus e aproveitar todos os prazeres da sexualidade.

Assista ao vídeo:

 

paulanapolitano

Psicóloga clínica, pós graduada em Terapia Sexual e em Terapia Cognitivo Comportamental. Também é autora do livro "Sexplicando: sexualidade sem mitos e tabus".