A gente tem vivido uma transformação real em relação ao comportamento sexual. E, com isso, as mulheres estão conseguindo entender que têm direito ao prazer, sim! E o pornô feminista chegou para ficar!

Se soltar das amarras sociais e buscar a satisfação na cama não é simples e assistir a filmes pornográficos ainda gera certo preconceito. No entanto, todos os estímulos e fantasias para alimentar o tesão são permitidos e muito bem vindos. Há cerca de dez anos, mulheres começaram a perceber isso e a produzir filmes chamados de pornô feminista.

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Pornô mainstream x feminista

Normalmente, a gente faz a diferenciação entre filmes pornô mainstream e os filmes eróticos, também chamados de pornô feminista. “Este último, ele traz uma história, tem incio, meio e o fim, traz sentimento, preliminares, algo mais completo e mais real. Porque muitas vezes o filme pornô traz a cena do sexo de forma mais artificial”, explica a sexóloga Paula Napolitano.

Diferenças entre homens e mulheres

Um pesquisa da canadense Chivers revelou resultados interessantes ao colocar homens e mulheres em poltronas especiais que mediam a excitação e lubrificação nas mulheres e a ereção masculina quando apresentados a estímulos variados. As mulheres se excitaram com quase tudo, já os homens, muito menos. “Depois, homens e mulheres deram nota para o desejo. Mulheres deram notas baixas e homens deram notas altas. Ou seja, a gente realmente tem uma repressão sócio-cultural histórica mesmo”, opina Paula.

Pornô vicia?

Assir a filmes pornográficos pode ser viciante, mas como identificar? De acordo com Paula Napolitano, “vicia quando a pessoa não tem mais controle, começa a precisar sempre como estímulo e isso traz sofrimento e problemas na vida pessoal, chegando a atrapalhar os relacionamentos reais, por exemplo.

O tabu do sexo anal

Os filmes atrapalham muito a vida das pessoas. Um dos tabus criados nesses pornôs é o sexo anal. “É preciso saber que a mulher que vai fazer a cena, antes do sexo em si, coloca um dilatador no ânus, e até na vagina, para ficar mais alargadinho e facilitar a penetração“, diz Paula.

Sendo assim, para quem está assistindo, parece que tudo entra facilmente e que é um prazer enorme, mas não é nada disso. “Lembro de um casal que reclamava de ter que ajudar com a mão a encaixar o pênis para a penetração e reclamava disso dizendo que nos filmes não é assim. Na vida real, as coisas não fluem naturalmente. O anus não tem lubrificação própria e precisa de todo um estímulo pra começar”, comenta.

Aqui, vale a dica: “muita calma nessa hora”.

Pornô lésbico

Já sabemos que a mulher é mais auditiva, sendo comum o conselho: “Dá aquela xavecadinha no ouvido dela”. E os sons de outras mulheres também podem ser muito estimulantes. “Por isso, mulheres heterossexuais podem curtir pornôs lésbicos, cujas cenas trazem mais afeto, sensibilidade e se alongam nas preliminares, assim como um pornô feminista“, avalia a sexóloga. “Não existe limite para a fantasia”, finaliza ela.

 

 

 

Paty Moraes Nobre

https://jovempan.uol.com.br/guiasp

Jornalista e agitadora cultural, atuou como repórter em rádios como Jovem Pan e Band, videorrepórter na TV Cultura, editora de notícias, lifestyle, TV e Cultura nas empresas Globo.com, Editora Globo, Caras e Portal iG. Casada e mãe, escreve sobre gastronomia no Portal UOL, é colunista da Exame Vip, da Editora Abril, e coordenadora das plataformas Mulheres da Pan e Revista Guia SP, da Jovem Pan.

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