Muita gente considera a penetração quase como um sinônimo de relação sexual. “Se não penetrar, nem teve sexo”…

Esse pensamento é bastante comum, mas também bastante prejudicial para o seu prazer.

E como venho falando nos textos anteriores, é mais um dos mitos que acabam sendo repetidos em função do que é visto e (des)aprendido com a pornografia. Se você prestar atenção, vai perceber que nos filmes pornôs o objetivo total é a penetração, e todo o resto é extra. O clitóris – órgão que tem papel fundamental no prazer da mulher -, é apenas um coadjuvante. Vez ou outra ele é estimulado, bem de leve, e com sorte recebe um sexo oral, mas só!

O resultado da vida real você já sabe: frustração!

Essa falsa ideia de que a penetração é o que dá prazer para o homem e para a mulher limita o estímulo de outras partes do corpo. As zonas erógenas vão muito além de pênis, vagina, seios e ânus. E é somente se permitindo e explorando cada pedacinho seu e do outro que você vai conhecer o que responde melhor ao prazer.

Para as mulheres isso deve ser levada ainda mais a sério, pois é muito mais provável chegar ao orgasmo com a masturbação ou com sexo oral, ou seja, com estímulo direto no clitóris.

Dica de ouro: mesmo na penetração, mantenha o clitóris estimulado – seja por você mesma ou pelo parceiro/a. A raiz do clitóris pode até ser tocada e estimulada durante a penetração, mas é nos três primeiros centímetros da vagina que está a área de maior prazer.

Então esquece esse superestímulo à penetração e não abandone as outras partes do corpo, principalmente o clitóris!

Assista ao vídeo, e vamos desmistificar a pornografia juntos:

 

paulanapolitano

Psicóloga clínica, pós graduada em Terapia Sexual e em Terapia Cognitivo Comportamental. Também é autora do livro "Sexplicando: sexualidade sem mitos e tabus".