Se você pensar nos filmes pornôs mais famosos, verá que a maioria – para não falar todos – é focada no prazer masculino. É claro que essa realidade está mudando com a luta feminina, a quebra de tabus e da barreira do preconceito, e surgem mais produtos feitos e pensados para as mulheres, mas em um volume ainda muito menor.

Por isso eu não poderia deixar de chamar atenção para este tema na série de vídeos “Desmistificando a Pornografia” lá do meu Instagram.

Alguns dos temas que inclusive já tratei aqui nessa coluna, como a ideia de que o sexo acaba quando o homem goza, estão enraizados nesse pensamento de que o homem é quem deve ter prazer na relação sexual.

Isso acontece porque a indústria pornográfica é feita por homens e para os homens, e é comum que essa cultura de “o homem é quem tem que ter prazer e gozar” seja reproduzida na vida real.

A mulher – ou o outro companheiro – aparece como responsável pela masturbação, pelo sexo oral, e por provar para o homem que chegou ao orgasmo “graças” a ele.

E isso acaba internalizado na sociedade, e o prazer feminino é deixado de lado – ela deve dar prazer, mas não necessariamente sentir em si mesma.

Mas o prazer deve ser mútuo na hora da relação, concorda?

Seja em um relacionamento ou apenas em uma transa despretensiosa, o casal deve pensar no momento como uma dança de prazer, um vai e vem, no qual ambos aproveitam. Nessa hora, além de quebrar os tabus e derrubar preconceitos, conhecer seu corpo para indicar ao outro as melhores posições e toques é fundamental!

Assista ao vídeo, e vamos desmistificar juntos a pornografia:

paulanapolitano

Psicóloga clínica, pós graduada em Terapia Sexual e em Terapia Cognitivo Comportamental. Também é autora do livro "Sexplicando: sexualidade sem mitos e tabus".