Marina Moraes, autora da thread que rendeu a matéria “As cores de Auschwitz”, sobre o início do projeto “Faces of Auschwitz”, relatou em nova sequência de tuítes que os prisioneiros dos campos de extermínio nazistas eram classificados através de símbolos.

Enganam-se os que pensam terem sido vítimas do nazismo apenas os judeus. O nazismo perseguiu e assassinou outras pessoas, entre elas: testemunhas de Jeová, homossexuais, ciganos, moradores de rua, deficientes físicos e mentais e imigrantes.

Cada prisioneiro possuía um símbolo diferente – um triângulo, especificamente. No caso dos judeus, uma estrela.

Símbolos de diversas cores eram bordados em seus uniformes e serviam para classificá-los e identificá-los.

Como Marina demonstra em seu trabalho de colorização, as pessoas eram classificadas assim:

• Triângulo vermelho – Prisioneiro Político
• Triângulo verde invertido – “Criminoso”
• Estrela amarela – Judeu
• Triângulo rosa invertido – Homossexual
• Triângulo roxo – Testemunhas de Jeová
• Triângulo preto e, em alguns casos, marrom – Ciganos e moradores de rua
• Triângulo azul – Imigrantes

Uma vez identificado, cada prisioneiro recebia o tratamento cruel imposto pelo nazismo, de acordo com sua classificação.

As testemunhas de Jeová, segundo Marina, eram as únicas pessoas que possuíam uma escolha para se livrar das crueldades do sistema.

Elas poderiam assinar um documento que lhes era oferecido, renunciando à sua fé e apoiando os militares.

“O que se sabe é que muitos assinaram o documento antes da guerra, mas um número muito pequeno assinou quando a perseguição foi intensificada e os campos se tornaram o destino certo”, conta Marina.

Outro grupo apontado nesta thread era o de homossexuais. Muitos foram forçados a cumprir pena mesmo depois de terminada a guerra, pois não eram reconhecidos como prisioneiros nos campos de concentração nazistas.

Os homossexuais foram vítimas de experimentos médicos cruéis, como a castração. Outro experimento envolvia “a implantação de uma cápsula que liberava testosterona, em uma tentativa de ‘torná-los heterossexuais’”, segundo Marina.

Finalizando a thread, ela conta que quer escrever sobre outros temas:

“Quando criar coragem, vou também falar sobre os gêmeos que foram vítimas dos experimentos de Mengele. Esse é particularmente difícil pra mim, porque esse ano perdemos a maior voz representante dessas crianças: a Eva, a quem tive a honra de chamar de amiga.”

Você pode conhecer o projeto “Faces of Auschwitz” pela internet através do https://facesofauschwitz.com/

Para quem tem Twitter, a thread está neste link: https://twitter.com/marinamaral2/status/1198728137003192321?s=20

Daniela Contin Garcia

Publicitária e Podcaster na Jovem Pan