Falar sobre orgasmo é sempre um assunto que gera muita polêmica. Para começar, é importante lembrar que nem todas as mulheres conseguem chegar ao pico máximo de prazer com facilidade, e são vários os fatores que influenciam, como já falamos aqui.

Agora um segundo tabu que aparece com frequência quando falamos sobre orgasmo feminino é a origem dele. Qual é o melhor: por meio da penetração (orgasmo vaginal), ou com a estimulação do clitóris (orgasmo clitoriano)?

Não tem uma regra!

O importante é você conhecer o seu corpo, saber quais são as áreas que te dão mais prazer e de que maneira prefere o toque.

O clitórios, por exemplo, é uma área do corpo com muitas terminações nervosas – ele tem mais de oito mil terminações nervosas, quase o dobro do pênis.

E a cabeça do clitóris, a “bolinha” que fica mais visível que geralmente é estimulada é somente “a ponta do iceberg”. É por isso que o orgasmo sentido com a penetração pode, muitas vezes, também ser considerado clitoriano, já que estímulo às vezes vem da raiz do clitóris.

E se você ainda não conhece bem quais são as partes e como é o clitóris, essa imagem que eu publiquei lá no Instagram @sexplicando é muito didática e vai te ajudar bastante:

 

Clitóris, vagina, seio, ânus… não importa qual é a origem do seu orgasmo, nem a intensidade ou mesmo a existência dele. Orgasmo é orgasmo! É possível ter uma ótima relação sexual, com muito prazer sem chegar ao orgasmo. Ou tendo um “orgasminho”. Mas também é ótimo quando você consegue orgasmos múltiplos!

O que vale é não se levar pela pressão da sociedade, que muitas vezes pela cultura machista carrega a crença de que “só vale” o orgasmo se for por meio da penetração, e que se você não “vir estrelas”, como muitas vezes é apresentado em filmes ou pornôs, você não teve um orgasmo.

Cada um é único, das preferências ao tipo de orgasmo. E por isso é tão importante ter o autoconhecimento para saber quais os caminhos para o seu prazer, ou mesmo se você precisa procurar uma ajuda especializada.

 

paulanapolitano

Psicóloga clínica, pós graduada em Terapia Sexual e em Terapia Cognitivo Comportamental. Também é autora do livro "Sexplicando: sexualidade sem mitos e tabus".