Você sente que demonstra amor, mas parece que seu esforço não dá resultado? Você se sente pouco amada, valorizada ou compreendida? Às vezes há amor de sobra no seu relacionamento, mas as linguagens de amor são diferentes, e aí parece uma conversa entre russos e italianos, sem tradutor!

Mas o que são essas linguagens de amor?

O conceito foi criado pelo escritor e conselheiro amoroso Gary Chapman, que estudou e identificou cinco linguagens características das pessoas, ou seja, a forma como cada um entende, sente e demonstra amor.

Eles funcionam para encher o “tanque emocional”, que ajuda na sensação de se sentir amado, valorizado, cuidado, e retribuir a isso. Se este “tanque” está baixo, acontece o contrário: é provável que as mágoas e irritações sejam descontadas no parceiro(a), e possa até surgir um questionamento sobre a continuidade do relacionamento.

Deu para entender a ideia? Separei uma breve explicação de cada uma dessas linguagens para você tentar se identificar melhor com elas:

  • Palavras de Afirmação: a pessoa que tem essa linguagem primária precisa ouvir! Ouvir elogios, palavras de afirmação, de incentivo, de apoio, e ouvir o outro dizer o quanto a ama. Críticas e palavras negativas ditas de maneira mais “áspera” também têm um peso muito grande e acaba perdurando mais.
  • Tempo de Qualidade: para esta pessoa, o tempo de qualidade (e não de quantidade) é imprescindível. Fazer coisas juntos é muito importante. O tempo de qualidade está relacionado também ao foco total na pessoa, ou seja: se quem tem esta linguagem como primária estiver contando algo ou conversando e o outro estiver no celular, olhando a TV ou fazendo alguma outra coisa que divida a atenção, ela irá considerar como um grande desrespeito.
  • Presentes: para a pessoa que tem essa como a linguagem mais forte a demonstração de amor precisa ser mais concreta e visual. O importante não é o valor/custo ou tamanho do presente, mas sim a intenção. Saber que a outra pessoa lembrou de você, que estava pensando em você, demonstrar de maneira palpável.
  • Atos de serviço: quem tem esta linguagem mais forte precisa que o amor seja demonstrado com atitudes, resoluções de problemas, iniciativas e proatividade, como lavar a louça, ir ao mercado, etc. Saber que alguém fez algo por ou para ela, melhor ainda se não for pedido antecipadamente, é uma grande demonstração de amor.
  • Toque físico: toque físico e carinho são imprescindíveis. Quem tem essa linguagem sente o amor ao ser tocada, acariciada, com a companhia, cafuné, quando anda de mãos dadas, ao ganhar massagem.

No ano passado eu fiz uma live lá no Instagram sobre os poderes das linguagens do amor, e como elas atuam nos relacionamentos (não só amorosos, mas também no convívio familiar e no trabalho, ou com os amigos, por exemplo).

Atenção para não cair em julgamentos ou preconceitos. Tente olhar através das linguagens de amor, da sua individualidade. Não existe linguagem melhor ou pior, de homem ou de mulher. Normalmente todos têm um pouco de cada linguagem, gostam de receber amor e carinho de várias formas, mas têm aquelas mais fortes, as medianas e as mais fracas. Por isso é tão importante identificar a sua e do outro, e então colocar em prática!

Na semana que vem eu conto um pouco mais sobre como você pode aprender a falar a linguagem do outro e melhorar o seu relacionamento!

 

paulanapolitano

Psicóloga clínica, pós graduada em Terapia Sexual e em Terapia Cognitivo Comportamental. Também é autora do livro "Sexplicando: sexualidade sem mitos e tabus".