Neste 15º programa, as Mulheres da Pan debateram um recente estudo do sociólogo italiano Domenico De Masi, que causou um alvoroço na internet. Ele afirmou que as mulheres irão dominar o mundo até 2030:

“As mulheres viverão mais que os homens. Serão 60% dos alunos nas universidades, dos graduados e dos titulares de mestrado e muitas mulheres se casarão com um homem mais novo que elas.”

De acordo com De Masi, elas estarão no centro do sistema social e por isto irão exercer o poder com a mesma dureza dos homens.

Para o sociólogo, em 2030 os valores tidos como feminismo, estética, subjetividade, emoção e flexibilidade terão “colonizado” os homens. E a fluidez sexual, a androgenia e a pansexualidade serão comuns no nosso estilo de vida.

Mariana Brito disse, em tom bem-humorado, que as mulheres já dominaram o mundo desde que o mundo existe. “Se não fosse por nós, a humanidade nem existia. Afinal, ninguém tem o poder de gerar uma vida. Só nós, mulheres, temos.”

Ela acha, no entanto, que os homens não devem ser “colonizados” pelos valores femininos e que eles precisam manter a masculinidade e as mulheres a feminilidade: “Este movimento que as pessoas estão fazendo hoje de querer transformar os homens em mulheres e mulheres em homens, tirando esta feminilidade que é instrínseca à mulher e a masculinidade que é intrínseca ao homem, não tem como dar certo.”

Mariana ainda fez uma distinção entre dois termos comuns:

“Existe uma confusão muito grande entre a masculinidade e o machismo. São duas coisas diferentes.”

Ana Paula Henkel complementou dizendo que a masculinidade e a feminilidade são importantes no mundo; e são inteligências diferentes que se completam na sociedade.

Convidada desta edição, a psicóloga Pamela Magalhães, especialista em relações humanas, acha que alimentar as diferenças e enaltecer a competitividade entre os homens e as mulheres pode atrapalhar a linha comportamental dos relacionamentos.

Pamela considera ruim ficar o tempo inteiro em uma disputa e disse que é necessário entendermos que cada um precisa contribuir de alguma forma para que ambos possam aprender muito um com o outro.

A psicóloga não concorda com a tese de que a mulher precisa disputar espaço com o homem:

“Acho que isto favorece uma cisão desnecessária e nós estamos precisando trabalhar mais nesta flexibilidade, conseguir romper mais esta linha do preconceito. Acho que a gente vai crescer muito mais como ser humano.”

Pamela complementou: “Porque eu não tenho que ser melhor que ninguém, eu tenho que ter direito para ser o melhor de mim e é isto que a gente precisa exercitar.”

Ana Paula acha que os “contratos” entre as relações estão cada vez mais curtos. Para a ex-jogadora de vôlei,

“as relações humanas são contratos: com amigos, com o próprio casamento. Você acaba assinando um contrato com os defeitos da pessoa, com as qualidades daquela pessoa; e hoje em dia a sociedade está muito imediatista. Não existe aquela paciência de trabalhar um pouco mais e resolver os problemas.”

Pamela também comentou sobre os “contratos”. Ela concorda que as pessoas estão com muita pressa e sempre muito ansiosas.

“A ideia de se demorar nos encontros tem ficado cada vez mais retrógrada, e nos contratos relacionais a gente precisa ter paciência e flexibilidade.”

A psicóloga concluiu: “A maturidade emocional inclui justamente o exercício do diálogo, da empatia e da cumplicidade.”

As Mulheres da Pan ainda debateram sobre família; o fim de relacionamentos e problemas de convívio entre casais; feminismo; e outros assuntos relacionados àquelas que, segundo Domenico de Masi, irão dominar o mundo.

Confira!

 

Daniela Contin Garcia

Publicitária e Podcaster na Jovem Pan