No 24º episódio do programa, as integrantes do “Mulheres da Pan” debateram um tuíte de Marcelo D2 que incitava violência contra direitistas.

O cantor afirmou em postagem no Twitter que uma suástica deveria ser feita com uma faca na testa das pessoas da direita liberal.

Depois da repercussão negativa, o tuíte foi apagado.

O deputado estadual Márcio Gualberto, do PSL/RJ, registrou queixa contra D2 na 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, por incitação ao crime.

 

Renata Barreto disse que o cantor foi hipócrita, pois ele e os esquerdistas, que curtiram sua postagem, se vendem como pessoas “paz e amor” e pregam a tolerância e a diversidade, mas só para quem concorda com eles.

“O Marcelo D2, além de demonstrar que é um péssimo ser humano, ele também não estudou história, além disto, banaliza uma coisa tão séria quanto o nazismo”, e concluiu:

“Ele e todos de esquerda que vivem chamando a direita de nazista e fascista não fazem a menor ideia do que estão falando. Eles apoiam regimes que até hoje escravizam o próprio povo.”

Mariana Brito criticou a postura do cantor e observou que na mesma frase que ele fala da direita liberal e faz referência ao nazismo, tentando associá-los, mostra desconhecimento e esquece que é a direita que luta contra regimes totalitários defendidos por ele.

“Por mais que ele tenha este desconhecimento, no fundo todo mundo sabe o que foi o nazismo e que foi uma coisa muito séria”, comentou.

Angela Sousa acha que as redes sociais deixaram as pessoas muito corajosas e que o espaço entre o que elas pensam e falam é curto. Disse que falta consciência na distinção entre estas coisas.

“Todo mundo é bom e ruim ao mesmo tempo. As pessoas quando estão com raiva pensam: ‘Nossa, queria virar a mão na cara desta pessoa’, mas não o fazem. Existe diferença entre pensar e falar incitando algo”, ponderou.

Ana Paula Henkel chamou o cantor de “covardão” e “corajoso de teclado”, que fala qualquer coisa por trás de um computador e contou sobre uma experiência pessoal em que moveu dois processos contra internautas que a chamaram de “nazista” nas redes sociais.

“Eu fui além, apliquei a lei brasileira que proíbe estas práticas. Os dois que me chamaram de nazista, na audiência, na presença do meu advogado, pediram desculpas e disseram que estavam brincando e que estavam com problemas pessoais. Então, pra mim, o D2 não passa de mais um sujeito como estes, que possuem grande coragem atrás de um teclado.”

A influência de artistas, abismo cultural e Gregório Duvivier, foram outros assuntos que o programa “Mulheres da Pan” abordou.

Confira!

 

Daniela Contin Garcia

Publicitária e Podcaster na Jovem Pan