No 22º episódio do programa “Mulheres da Pan”, as integrantes debateram sobre a terceira dúvida mais teclada no Google, de acordo com o ranking divulgado recentemente pela plataforma.

O questionamento mais digitado foi: “Como fazer a inscrição para o Enem 2019”; o segundo: “Como fazer ovo de páscoa caseiro”; e o terceiro: “Como fazer com que as pessoas gostem de mim” – uma questão delicada que fez as Mulheres da Pan refletirem sobre as relações humanas.

Mariana Brito destacou que todas as pessoas, em diferentes graus, passam por este questionamento e disser ser legítimo que elas tenham a preocupação de serem agradáveis.

A jornalista pontuou que o problema surge quando este tema vira pauta principal na vida de cada um e se torna motivação para tudo.

“Essa busca pela aceitação acaba fazendo com que mais nada na vida da pessoa seja interessante, apenas a necessidade de ser aceita. Isso leva a pessoa a mudar sua personalidade e se distanciar de quem ela de fato é, da sua essência. Ninguém é obrigado a agradar todo mundo”, comentou Mariana.

Renata Barreto afirmou que, se a pessoa está tão preocupada em fazer com que outras gostem dela, ela não vai conseguir ser suficiente para ninguém.

“Para você gostar de alguém, a pessoa precisa ter uma personalidade, um caráter. Para que as pessoas possam se relacionar, elas precisam possuir valores e princípios éticos e morais muito parecidos. Por que eu haveria de me importar tanto com uma pessoa que não gosta de mim?”, questionou a economista.

Angela Sousa disse que não possui nenhuma necessidade de aceitação: “Sei que não vou agradar todo mundo, como não agradava antes e como não agrado agora.”

Ela sinalizou que o mundo virtual contribui muito para a falta de aceitação, pois as pessoas levam as mentiras das redes sociais como referência para sua vida:

“Existe uma gana enorme de pertencer a alguma coisa. A pessoa quer se tornar aquilo que vê nas redes.”

Ela concluiu: “A pessoa precisa de afirmação fora do seu ambiente porque não teve a valorização dentro de casa.”

Ana Paula Henkel falou a respeito de como a tecnologia e as redes sociais dominam os relacionamentos: “A gente acaba terceirizando tudo, até amizades.”

A ex-jogadora de vôlei concluiu dizendo que as pessoas buscam mecanismos para serem aceitas nas redes sociais, deixando de lado exercícios de autoaceitação.

“Você deixa de fazer um exercício muito importante na vida, que é colocar um espelho na sua frente e ver qual é a correção necessária a ser feita para achar seu grupo real. Quando você terceiriza tudo, acaba não fazendo as correções de rota para trazer as pessoas certas para o seu caminho”, declarou.

Outros aspectos foram debatidos pelas integrantes do programa, como a busca de respostas em um clique e a importância dada às “curtidas”.

Confira!

 

Daniela Contin Garcia

Publicitária e Podcaster na Jovem Pan