No primeiro bloco da 14a edição do programa, as Mulheres da Pan debateram se ter arma é uma forma de manter as mulheres mais seguras.

O assunto ganhou repercussão mundial a partir de uma situação vivenciada por uma família norte-americana.

Um casal teve sua casa invadida por homens encapuzados exigindo dinheiro. A mulher, grávida de oito meses, ouviu um barulho e, quando abriu a porta do quarto, um dos criminosos atirou contra ela.

A gestante, que também é mãe de uma menina de 11 anos, devolveu o tiro com um fuzil AR15 e matou um dos assaltantes. O outro fugiu.

A família tinha posse legal de armas.

Mariana Brito comentou que a mulher agiu bem em proteger a família e ela própria. Disse ser favorável ao porte de armas e acha que isto é mais que uma escolha, é uma necessidade. Com base no dado do Ministério Público de que 83% dos crimes de feminicídio ocorrem sem o uso de armas de fogo, Mariana defendeu que a única possibilidade que existe de uma mulher equiparar forças com um homem é com uma arma. Ela citou uma frase do especialista em segurança pública Bene Barbosa:

“Homens armados matam, mulheres armadas sobrevivem.”

Ana Paula Henkel citou uma pesquisa feita nos EUA, onde mora: “Em 2013, o governo Obama, um governo político democrata, que briga muito com o armamento da população e com a 2ª Emenda Americana, que protege o porte e a posse de armas, pediu ao controle de doenças e prevenções para fazer uma pesquisa sobre o armamento, para medir o quanto estavam matando e o quanto de gente que estava morrendo com armas de fogo. A pesquisa foi um tiro no pé, porque revelaram que o índice de suicídio era muito maior que o de homicídio.” E concluiu:

“Esta pesquisa achou um número que chegou a 3 milhões de vidas salvas por ano.”

Angela Sousa, favorável ao porte de armas mediante regulamentação e treinamento, falou sobre a constante defesa da impunidade no Brasil e comparou com o caso da família que teve a casa invadida nos EUA.

“O Brasil defende a impunidade, defende demais os culpados por algo. A defesa que deveria ser um direito muitas vezes passa por autuações, já os EUA permitem este direito de defesa.”

A humorista Criss Paiva, convidada desta edição, contou que fez um curso no qual recebeu instruções e orientações sobre o manuseio de uma arma:

“A grande verdade é que você nunca sabe quando vai entrar em contato com uma arma, então é melhor que você saiba lidar com ela se você tiver oportunidade.”

Ainda sobre legítima defesa, Ana Paula Henkel citou uma pesquisa feita com presos dos EUA, segundo a qual 74% deles disseram preferir enfrentar a polícia do que uma casa com um morador armado, porque o morador pode atirar e no país isto é legítima defesa.

Mariana Brito defendeu que, se o Estado é incapaz de desarmar o bandido, ele não tem o direito de desarmar o cidadão de bem e impedir a legítima defesa.

Na seara da agressão masculina e na defesa da mulher contra este crime, Angela, que já foi agredida por um namorado, partiu do princípio de que

“A maldade que o homem vai fazer contra a mulher independe de ele estar armado ou não. Ele fará porque ele é mau, pois a maldade está dentro dele.”

Confira estas e outras opiniões deste debate incrível:

Daniela Contin Garcia

Publicitária e Podcaster na Jovem Pan