Depois que a Malu fez um ano, me deparei com um cenário bem típico das crianças dessa idade: a mudança drástica de apetite.

De repente, minha bebê comilona começou a rejeitar os alimentos preferidos e a comer muito menos do que comia antes, fatos que me fizeram estudar e entender quais eram as possíveis causas para que isso acontecesse.

Se na sua casa também é assim, esse post foi feito pra você!

 

  1. O crescimento dos bebês diminui depois de 12 meses: e essa é, sem dúvida, a maior explicação para a mudança de apetite dos nossos filhos. Me lembro que nas primeiras consultas com a pediatra da Malu, ficávamos encantados ao ver que ela tinha ganhado 1 kg de um mês para outro e crescia 3, 4, 5 centímetros em pouco mais de 30 dias. A verdade é que se ela continuasse nesse ritmo, em pouco tempo estaria tão acima do peso que não poderia sustentar o próprio corpo! Com 1 kg por mês, ela estaria com quase 30 kg em 2 anos e essas contas me fizeram entender como funciona a curva de crescimento na primeira infância. Se tudo estiver certo com a saúde do seu filho, é natural que ele comece a estabilizar o ganho de peso entre os meses e que precise de menos energia e nutrição ao longo do dia. Isso vai ficar mais evidente próximo aos 24 meses também.
  2. Dentes: se tem algo que incomoda bastante a maioria dos bebês, é o surgimento dos dentes. Com a gengiva sensível e dentes apontando, é mais difícil comer e sentir o sabor dos alimentos. E sim, isso pode acontecer por vários meses, já que um dente rasga com intervalo pequeno para o outro e o máximo que podemos fazer é testar novas texturas e formas de oferecer alimentos nutritivos aos nossos pequenos.
  3. Expectativa dos cuidadores responsáveis: existe um grande mito na cultura da introdução alimentar de que bebês conseguem comer grandes quantidades de comida. Eu já me vi várias vezes oferecendo para a Malu a mesma quantidade que eu comeria! Mesmo que ela fosse a bebê mais comilona do mundo, o estômago dela só consegue receber pequenas porções e eu preciso me lembrar todos os dias de confiar que ela sabe quando está satisfeita. Dificilmente seu bebê de 1 ano conseguirá comer uma banana nanica inteira ou as 10 árvores de brócolis que você colocou no prato. Coloque menos comida, deixe que ele peça para repetir se quiser, diminua sua expectativa e aproveite esse momento para se divertir com seu filho.
  4. O desperdício diminuiu: com a evolução da introdução alimentar, é normal que você encontre menos comida pelo cadeirão, chão e babador (ufa!). O desperdício é menor e, consequentemente, você vê menos comida indo para o lixo e fica com aquela sensação de que tem algo errado. Não tem! Observe o quanto seu bebê progrediu e efetivamente está comendo.
  5. Sorria! Você está criando um ser humano: e isso significa que essa pessoinha tem personalidade e preferências únicas. Seu filho pode ser novinho, mas já sabe que prefere batata em detrimento da cenoura, por exemplo. Isso não pode ser visto com maus olhos nem por um segundo! Além disso, nessa fase ele também começou a ter mais contato com sal e com algumas formas de adoçar os alimentos, já que o mel está liberado a partir dos 12 meses. São muitas descobertas e novos sabores, e é natural que ele queira começar a escolher. Nosso papel é ofertar comida saudável, de qualidade e em diversas formas e texturas e não obriga-los a comer tudo o que queremos. Nós temos nossas comidas favoritas, nossas preferências e gostos… Por que eles não teriam também?

 

Lembre-se de sempre consultar seu pediatra em qualquer mudança observada no comportamento do seu bebê. Essas dicas são para acalmar seu coração e não para substituir acompanhamento médico, ok?

 

Se você quiser saber mais sobre o assunto, o podcast Se liga, mãe tem um episódio exclusivo com Rita Fanha para tirar todas as suas dúvidas:

 

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Andressa Rosa

Eu era roteirista, aí virei mãe da Malu e nunca mais consegui parar de falar sobre isso. Hoje tenho um blog, um podcast e muita história boa pra contar!