A modelo britânica Carla Bellucci incentiva a filha Tanisha, de 14 anos, a fazer cirurgia plástica porque “pessoas feias não chegam a lugar nenhum”. Mãe de três filhos, Carla declarou à revista “Closer” que a garota “não é muito estudiosa” e deseja seguir a mesma carreira da mãe. “Ao contrário dos meus filhos, eu não me importo muito com a educação dela”, afirma.

“Ela vai precisar confiar na aparência dela para seguir carreira, então, precisa estar perfeita. Pessoas feias não chegam a lugar algum hoje em dia”, opina. Ao jornal “The Sun”, a mãe disse querer que a filha coloque silicone nos seios e melhore a aparência dos dentes. “Gasto cerca de 200 libras por mês na aparência de Tanisha, com extensões de cabelo, unhas e sobrancelhas”, calcula.

No perfil de Instagram da garota, as poses nas fotos realmente demonstram a vontade de Tanisha em seguir a carreira da mãe. No entanto, alguns psicólogos orientam sobre a importância dada por Carla à beleza.

Ao MULHERES DA PAN, a psicóloga Pâmela Magalhães explica que “beleza não define sucesso, mas, sim, a nossa capacidade de acreditar no que a gente se propõe a fazer”.

“A beleza não é sinônimo de ‘se dar bem’, nem garantia de sucesso. Pode funcionar como ferramenta quando houver inteligência emocional para conseguir manejar essa virtude. Caso contrário, pode contribuir contra”, analisa.

Para Pâmela, é fundamental que os pais cuidem da forma que se referem aos filhos. “O que é dito interfere diretamente na autoestima da criança. A validação – ou mesmo, rejeição – , e a agressão tanto física como verbal podem favorecer uma fragilidade egoica grande e contribuir na autoconfiança do indivíduo. A palavra ‘feia’ é relativa: o que é feio pra mim pode não ser pra você e vice-versa”, diz.

Segundo a profissional, é preciso que, cada vez mais, consigamos nos desligar dos rótulos e enxergar os seres humanos como um todo porque as pessoas são mais do que um padrão que se define. “A gente tem que ter espaço a vida pra conseguir reconhecer nossas virtudes e nossas limitações e não se aprisionar a nenhuma detalhe que esteja por algum acaso fora de algum padrão”, orienta.

Consequências psicológicas

As consequências psicológicas nesses casos podem ser muito grandes, de acordo com Pâmela Magalhães: a garota pode internalizar uma rejeição grande e a sensação de que não é boa o bastante e ter grande dificuldade de achar que conseguir ir em busca do que desperta interesse. “O indivíduo nesse perfil tem propensão a ser influenciável e a buscar algo de fora para preencher o que não tem dentro. Como se plásticas fossem torná-lo melhor ou se tivesse que usar a melhor roupa, ter o melhor carro… Internalização equivocada e deficitária da autopercepção faz com que a pessoa se comporte na vida de maneira muito insegura, o que, certamente, gera muito prejuízo”, finaliza.

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Paty Moraes Nobre

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Jornalista e agitadora cultural, atuou como repórter em rádios como Jovem Pan e Band, videorrepórter na TV Cultura, editora de notícias, lifestyle, TV e Cultura nas empresas Globo.com, Editora Globo, Caras e Portal iG. Casada e mãe, escreve sobre gastronomia no Portal UOL, é colunista da Exame Vip, da Editora Abril, e coordenadora das plataformas Mulheres da Pan e Revista Guia SP, da Jovem Pan.

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