A data de 26 de março é considerada o Dia Mundial da Prevenção contra o câncer de colo de útero.

HPV

Segundo a ginecologista e obstetra Maria Elisa Noriler, o Human Papiloma Virus (HPV), é caraterizado por uma doença viral que reside na pele e nas mucosas dos indivíduos, tais como: vagina, ânus e pênis. Sua principal forma de transmissão é por meio do ato sexual sem preservativo.

“Estima-se que existam mais de 100 tipos diferentes de HPV, sendo alguns deles considerados de alto risco (especialmente o HPV-16 e o HPV-18), pois podem provocam infecções persistentes que podem alterar as células da região e evoluir para o câncer de colo do útero”, alerta a ginecologista.

Manter a rotina de consultas e exames ginecológicos em dia, de acordo com especialistas, ajuda a identificar o HPV, já que se trata de uma doença que não têm sintomas específicos.

“Normalmente, a detecção do HPV é realizada por meio de exames de diagnóstico, que vão desde observação das áreas, papanicolau, peniscopia, captura híbrida, colposcopia até hemograma. A realização desses procedimentos é fundamental para que o tratamento seja realizado adequadamente, reduzindo assim, o risco de complicações e o contágio da doença”, finaliza a ginecologista.

Além do HPV, outros fatores também contribuem para o desenvolvimento, na mulher, do câncer de colo do útero, como a quantidade de filhos, o uso de contraceptivos orais por muito tempo e até mesmo o tabagismo. “Vale ressaltar que, se diagnosticado em seus estágios iniciais e tratado oportunamente, o câncer de colo do útero tem grande possibilidade de cura. No mundo, a sobrevida em cinco anos está entre 50% e 70%”, comenta ginecologista Juliana Pierobon, da Altacasa Clínica Médica.

Uma forma muito eficaz de prevenção é a vacina contra o vírus HPV para quem ainda não teve relações sexuais. “Ela já está disponível no calendário vacinal da rede pública para meninas entre 9 e 14 anos; e para meninos de 11 a 13 anos. Além disso, meninas e jovens que têm o vírus HIV (Aids),  com idades entre 9 e 26 anos, também podem tomar a vacina gratuitamente. Ela protege contra 70% dos principais tipos de HPV relacionados com o câncer decolo uterino”, ressalta Juliana.

Giulia-bertelli/Unsplash

Infarto

O cirurgião cardíaco e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular Élcio Pires Júnior ainda explica que mulheres que possuem o vírus do HPV devem estar atentas aos sintomas de infarto, já que os sinais do problema podem confundi-las.

“Os sinais de infarto são diferentes em homens e mulheres, além dos sintomas típicos como dor no peito, náuseas e desmaios, as mulheres podem sentir enjoos, falta de ar, arritmias e fadiga”, explica o especialista.

“Cuidar da alimentação, praticar atividades físicas diárias e largar o álcool e o tabaco são as principais medidas para cuidar da saúde do coração”, finaliza o médico, sobre a prevenção do infarto e todas as outras doenças cardiovasculares.

 

Paty Moraes Nobre

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Jornalista e agitadora cultural, atuou como repórter em rádios como Jovem Pan e Band, videorrepórter na TV Cultura, editora de notícias, lifestyle, TV e Cultura nas empresas Globo.com, Editora Globo, Caras e Portal iG. Casada e mãe, escreve sobre gastronomia no Portal UOL, é colunista da Exame Vip, da Editora Abril, e coordenadora das plataformas Mulheres da Pan e Revista Guia SP, da Jovem Pan.