Ela é do tipo discreta, tem a fala mansa e é econômica nas palavras, mas vira um gigante quando está na pele de um personagem. Não à toa vem fazendo ao longo de sua carreira uma série de papéis pra lá de desafiadores na televisão.

Dois deles estão no ar atualmente nas reprises da Globo: a sofrida Liliane Monteiro, em Totalmente Demais, e a impagável Germana, de Novo Mundo – que demandou um trabalho de caracterização rigoroso, chegando a tomar duas horas diárias antes das gravações. A personagem, aliás, ganhará versão (ainda mais) envelhecida no próximo folhetim das 6 hs, chamado ‘Nos Tempos do Imperador’, que conta a história de D. Pedro II. Estamos falando da atriz Vivianne Pasmanter.

Já em fase de lançamento desse novo trabalho, ela foi surpreendida com a pausa nas gravações.

“A novela é quase uma instituição brasileira, né? Por isso quando cancelaram, me dei conta de que a coisa estava séria mesmo!”. Mas não tem sofrido com essa parada brusca. “Não me incomodo com essa tranquilidade, sou super caseira, fico muito bem sozinha… o ser humano é bem adaptável, depois vai ter que se adaptar de novo a sair de casa, colocar roupa, tirar o pijama”.

 

Nesse momento o que mais sente falta é de estar com a família e os amigos. O contato com o público, que costuma abordar a atriz ainda mais quando ela está no ar, consegue suprir através das redes sociais, apesar de não ser muito ligada nelas. Agora, porém, que a quarentena já completa dois meses, ela está mais inquieta.

“Me preocupo com a situação das pessoas que estão passando por dificuldades”

Com relação a seu tempo livre, tem aproveitado bem. “Estou aprendendo a cozinhar, arrumando a casa, fazendo yoga, pintando, montando quebra cabeças e fazendo cursos de temas variados, que vão de Nelson Rodrigues à Geopolítica”.

Também tem aproveitado para ver as novelas das quais faz parte.

“Geralmente quando estou no ar e assisto, tem aquela pressão de ficar tentando melhorar, ver onde acerto ou erro, é um olhar crítico. Agora, com distanciamento, consigo ficar só curtindo. É muito legal, ainda mais que são personagens muito opostos, uma é minimalista e outra é quase um tufão”, explica.

Além disso, tem aproveitado para ler e ver séries. Tem uma lista grande que recomenda com empolgação. “Vou indicar alguns livros que adoro de diferentes gêneros: ‘As Brasas’, de Sandor Marai, ‘A Menina Sem Estrela’, de Nelson Rodrigues, ‘Paula’, de Isabel Allende, ‘Por um Fio’, de Drauzio Varella, ‘He e ‘She’, de Robert Johnson, ‘The Book”, de Bhagwan Shree Rajneesh. E séries que acho primorosas: ‘Breaking Bad’, ‘This Is Us’, ‘The Affair’, ‘Bates Motel’, ‘Black Mirror’, ‘Mavilhosa Mrs Maisel’, ‘Prisioneiros de Guerra’ e ‘Shtisel’.

O que espera da vida pós pandemia?

“Acho que ela, de alguma maneira, uniu a todos, não importa a nacionalidade, credo ou classe social. Expôs nossa interdependência e mostrou os valores essenciais da vida. Espero que a gente guarde todos esses aprendizados e que essa onda de solidariedade que surgiu continue a se propagar”.

Nós também!

virnawulkan

Virna Wulkan é jornalista há mais de 20 anos, tendo trabalhado para algumas das maiores redações do país como UOL, Estadão (foram 9 anos como colunista no Suplemento Feminino), Contigo, Playboy e VIP. Além de ter sido colaboradora de veículos como Portal Caras, Glamurama, Marie Claire, Claudia, Boa Forma, entre outras. Sua expertise gira em torno de assuntos ligados à moda, beleza, entretenimento e celebridades – já entrevistou desde Kim Kardashian e Anitta, até Vitor Belfort e Juju Salimeni. Porquê todo mundo tem boas histórias para contar.