Ele é o ‘bad boy’ mais querido do mundo da gastronomia e da televisão.  Sua estética roqueira – ele já perdeu a conta de quantas tatuagens fez – definitivamente não esconde o coração dócil que tem. Seu vozeirão grosso é usado não só para ensinar candidatos a entrar para o mundo da cozinha, no programa MasterChef, da TV  Bandeirantes, como para cobrar medidas dos políticos e gritar contra as injustiças sociais. Não à toa, o seu novo single – para quem não sabe, ele tem uma banda de rock pesado – se chama “Proteste”.

O chef foi um dos que não ficaram apenas esperando a quarentena passar. Ele botou, literalmente, a mão na massa, para fazer marmitas e foi às ruas distribuir às pessoas menos favorecidas. Usou seu restaurante como ponto de arrecadação de doações e criou um canal no YouTube para falar do assunto.

Ainda assim, conseguiu tempo livre e viu nisso uma oportunidade de crescimento pessoal.

“Eu vivo na correria, então foi o momento de me resguardar um pouco, tentando sempre me manter em equilíbrio. Esse é para mim um exercício diário, devido ao excesso de coisas e à minha hiperatividade. Procurei basicamente trabalhar a mente, a alma, o coração, e fazer o melhor que a gente pode. Fomos obrigados a tirar o pé do acelerador, então tivemos que refletir e tirar desse caos todo, as coisas mais simples da vida”, comenta.

Nesse tempo de resguardo, ele aproveitou para “usar mais a casa, cozinhar tranquilamente, refletir”. E se dedicar à outra de suas paixões. “Fui muito produtivo com relação a minha banda de hardcore, compus músicas…”. Ele retomou a ‘Oitão’ há cerca de 6 meses. Mas sente falta mesmo é “da adrenalina de estar na cozinha com o restaurante cheio”.

A área de restaurantes e bares foi uma das mais afetadas pelas medidas de isolamento, e ele que é dono de casas como o Sal, o Cão Véio e o Jamile, também teve que readaptar os negócios. Agora ele cobra da prefeitura, via redes sociais, medidas para a reabertura.

“Estamos tendo que nos adaptar aos protocolos, investindo em equipamentos e dedetização dos espaços para dar segurança aos clientes e funcionários, é o novo normal”, diz.

Como acha que será o pós-pandemia?

“Acredito que as pessoas vão estar mais conscientes e atentas ao mundo e ao próximo, exercitar mais a solidariedade e a paciência. Ainda tem muita intolerância e ódio, especialmente por causa da política. As pessoas que têm coisas boas no coração, valores e princípios, vão melhorar. Mas aquelas que são raivosas, vivem num inferno astral, vão continuar”.

Simples assim!

virnawulkan

Virna Wulkan é jornalista há mais de 20 anos, tendo trabalhado para algumas das maiores redações do país como UOL, Estadão (foram 9 anos como colunista no Suplemento Feminino), Contigo, Playboy e VIP. Além de ter sido colaboradora de veículos como Portal Caras, Glamurama, Marie Claire, Claudia, Boa Forma, entre outras. Sua expertise gira em torno de assuntos ligados à moda, beleza, entretenimento e celebridades – já entrevistou desde Kim Kardashian e Anitta, até Vitor Belfort e Juju Salimeni. Porquê todo mundo tem boas histórias para contar.