Ela é cool, bonita, estilosa, interessante, articulada… com um repertório imenso que faz a conversa se estender até não poder mais… especialmente em tempos onde a pressa ficou para trás. Os assuntos variam de política, projetos sociais, o que chama de “alfabetização” nas novas ferramentas digitais… até as atividades que faz com suas três lindas filhas, Laura, Luiza e Julia, com idades entre 11 e 16 anos, com quem compartilha os posts mais graciosos do seu Instagram e dancinhas no Tik Tok.

View this post on Instagram

Toosie slide challenge #toosiechallenge #toosieslide #toosieslidechallenge #drake ••••••••• Drake ( @champagnepapi ) é um gênio – apenas. Pelo menos no que diz respeito a usar suas músicas e videoclipes para traduzir o momento atual, e assim se confirmar como um dos melhores representantes da cultura pop mundial. Dois dias atrás, ele lançou o videoclipe de "Toosie Slide" que 1. Começa com registros das ruas de Toronto desertas, por conta da quarentena; 2. Passa a mostrar o rapper em sua mansão, de luvas e máscara no rosto – mais uma referência explícita à quarentena; 3. Foi gravado por apenas uma pessoa, provavelmente com a câmera do celular. Além de Drake e do "cinegrafista", só aparece mais uma pessoa no clipe – ou seja, Drake reforça que está em casa, praticando o distanciamento social; 4. Tem um trecho de música com uma letra que sugere uma coreografia ("right foot up, left food slide…") e o próprio rapper apresenta os passos – ou seja, um "dance challenge" (#toosieslidechallenge) já "empacotado" e pronto para viralizar no TikTok. 5. Exibe a grandiosidade e luxo dos ambientes da mansão, ao mesmo tempo em que explicita a solidão de se estar em uma casa tão grande e tão… vazia. Resumindo: "Toosie Slide" é, ao mesmo tempo, um videoclipe simples (em execução técnica) e genial – por representar tão bem o período de quarentena e isolamento social que o mundo está vivendo, ainda que dentro da realidade "bling bling" de um dos mais bem sucedidos músicos dessa nossa era. Goste ou não de Drake, há que se dar o devido mérito para esse mais recente lançamento do cantor. E no meu caso, como eu amo tudo o que ele faz (tirando o fato de ele não ter liberado, na última hora, a transmissão do seu show no Rock In Rio 2019 para o Multishow), só posso dizer: AHAZOU, hehehe! 👏👊🏆

A post shared by Didi Wagner (@didiwagner) on

Agitada que é, não para de pensar em trabalho. Nesse momento está caprichando na formatação de seu IGTV no Instagram e envolvida em ações como a da Unicef – ela é séria com essa parte social, só divulga causas em que se envolve ativamente. E tem aproveitando o tempo para aprender sobre técnicas que envolvem seu ofício, como edição de vídeos, uma vez que uma vez que seu programa no Multishow, o Lugar Incomum, teve a temporada, gravada no Chile, adiada por causa da quarentena. Também tem participado de lives – das quais destaca a que fez com o rapper Dughettu, que conheceu apresentando o Rock in Rio – e, é claro, assistido algumas, como a do Roberto Carlos e a da dupla Sandy e Junior. Parte do charme da apresentadora vem desse seu jeito
eclético.

Ela conta que tem tido dificuldade em manter uma rotina constante, tem alternado dias bem produtivos com outros ociosos e lentos, assim como alguns em que sente força e confiança, com os que trazem momentos de angustia. E tem também os que “passa inteiros no Instagram”, brinca a apresentadora.

Está se adaptando à nova realidade, fazendo aulas de yoga virtuais, “mas deixando bem claro para a professora que está sentindo falta da sua presença para corrigir a postura”. Por ter optado passar a quarentena na sua casa de praia, não vê a hora de voltar à vida urbana e seu ritmo frenético.

“Estou quase com saudades daquele congestionamento da Marginal às 6 da tarde”
comenta rindo.

Na parte cultural, ela decidiu que quer fazer uma imersão maior na safra nacional, como uma forma de apoio à indústria. Está na sua “watchlist” assistir a série Sintonia e o filme Elis. Mas confessa que até o momento colocou em dia Curb Your Enthusiasm, do Prime Video, e viu Nada Ortodoxa, da Netflix, que adorou e deixou a dica: “não deixem de assistir o making of”
que passa no final.

E o que espera que vai mudar depois desse período?

“Tenho o desejo utópico que o ser humano entenda que estamos todos conectados, que uma ameaça como o vírus impacta a todos, independentemente de suas crenças ou classe social. Mas o meu lado pragmático me faz pensar que o impacto econômico vai ser forte e que as pessoas de baixa renda vão acabar sofrendo muito. Então, o que espero é que as iniciativas de pessoas físicas e jurídicas de solidariedade se mantenham como modus operandi, mesmo após a quarentena”.

Falou tudo!

virnawulkan

Virna Wulkan é jornalista há mais de 20 anos, tendo trabalhado para algumas das maiores redações do país como UOL, Estadão (foram 9 anos como colunista no Suplemento Feminino), Contigo, Playboy e VIP. Além de ter sido colaboradora de veículos como Portal Caras, Glamurama, Marie Claire, Claudia, Boa Forma, entre outras. Sua expertise gira em torno de assuntos ligados à moda, beleza, entretenimento e celebridades – já entrevistou desde Kim Kardashian e Anitta, até Vitor Belfort e Juju Salimeni. Porquê todo mundo tem boas histórias para contar.