“Ícone da moda”, esse foi o status alcançado por Carol Trentini no mais prestigiado ranking de modelos do mundo, o Models.com. Ela também ficou conhecida no meio como musa declarada da toda-poderosa Anna Wintour, diretora da Vogue América, onde a top estrelou duas capas e fez mais de 80 aparições.

Pense numa grife ‘high end’: Gucci, Chanel, Louis Vuitton, Versace, Dior, Dolce & Gabbana… são apenas algumas das marcas para as quais ela já posou para campanhas ou desfilou. Trabalhou em mais de 30 países. Sim, a menina de Panambi (RS), foi longe na carreira.

Mas ela queria algo mais do que o topo. Tinha o desejo de formar uma família e morar num lugar calmo onde pudesse criar os filhos.

Foi assim que em 2012 ela se casou com o fotógrafo Fabio Bartelt e logo teve os filhos Bento e Benoah, hoje com 6 e 4 anos. E é com eles que têm passado esse período de reclusão no tranquilo Balneário Camburiú.

“Tenho me dedicado à rotina normal: cuido dos pequenos, participo do processo de aulas escolares à distância, cuido dos afazeres de casa e da alimentação das crianças. Também tenho procurado fazer atividades que os estimule, que tragam alguma leveza para o momento e que fortaleçam ainda mais os nossos laços”, conta ela.

Carol também tem ocupado o tempo pintando camisetas em tie dye (modismo da quarentena), praticando yoga e cozinhando. Além de trabalhar: ela é a capa da Vogue Brasil de junho.

Sobre os aprendizados desse período, ela resume o essencial.

“Uma grande lição que isso tudo está me ensinando é a deixar as coisas fluírem naturalmente e aceitar que há muitos aspectos da vida que a gente não tem como controlar. Dar o seu melhor e, ao mesmo tempo, entender que nem tudo depende de você, é uma forma de se cobrar menos, e de enxergar a vida com mais leveza e menos pressão”.

Da mesma forma são os seus desejos para o pós-quarentena. “Assim que tudo passar, quero dar todos os abraços na família e nos amigos, que não pude dar nesse período de isolamento”, comenta.

E como vê esse novo período em que vamos entrar?

“Eu acho que isso tudo nos fará valorizar cada vez mais aquilo é simples. As pessoas vão buscar estar com quem gosta, viajar, viver e buscar coisas que as façam felizes. Excessos e coisas superficiais devem perder muita importância daqui pra frente e vamos dar valor ao que realmente merece ocupar lugar na nossa vida”.

O mesmo princípio vale também para atividades do dia a dia. “Cada vez mais vamos procurar otimizar o tempo e não perdê-lo com coisas desnecessárias. Locomoções sem fim, reuniões intermináveis e tantas outras coisas desse tipo poderão dar lugar a formatos mais práticos e gente consiga ter qualidade de vida. A realidade atual só nos mostra o quanto é importante desacelerar, respirar e dar tempo ao tempo”, finaliza.

Chique é ser simples.

virnawulkan

Virna Wulkan é jornalista há mais de 20 anos, tendo trabalhado para algumas das maiores redações do país como UOL, Estadão (foram 9 anos como colunista no Suplemento Feminino), Contigo, Playboy e VIP. Além de ter sido colaboradora de veículos como Portal Caras, Glamurama, Marie Claire, Claudia, Boa Forma, entre outras. Sua expertise gira em torno de assuntos ligados à moda, beleza, entretenimento e celebridades – já entrevistou desde Kim Kardashian e Anitta, até Vitor Belfort e Juju Salimeni. Porquê todo mundo tem boas histórias para contar.