Já conferi Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa e adianto: a mulherada domina Gotham sem precisar do Morcegão

Com estreia marcada para 6 de fevereiro nos cinemas, Margot Robbie repete o papel de Arlequina em Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa ao lado de suas quatro novas amigas e anti-heroínas. Na história, Arlequina se separa do Coringa e resolve dar um grito de anarquia pelas ruas de Gotham! O problema é que isso atrai diversos vilões para a cola de Harleen Quinzel e isso a leva a se juntar com umas mulheres para mostrar quem manda na cidade do Batman.

A confusão fantabulosa

Após Esquadrão Suicida (2016), de todos os personagens certamente Harleen Quinzel, a Arlequina, é quem se deu melhor nos consciente coletivo. Com isso, a DC não perdeu tempo e resolveu dar um filme “solo” o amor de Puddin.

Rosie Perez é Renee Montoya, uma policial que perde a cadeira de big boss por que seu parceiro de trabalho toma os créditos de uma investigação do passado. Mary Elizabeth Winstead é a Caçadora, uma jovem que cresceu às sombras do assassinato de sua família ricaça e que resolve retornar à Gotham e se vingar dos pilantras. Jurnee Smollett-Bell é a cantora Dinah Lance da boate do Roman Sionis interpretado por Ewan McGregor e nosso grande vilão. Além disso, ela tem um certo poder de gritar bem alto, então sua versão de heroína é a Canário Negro. E Ella Jay Basco é a jovem Cassandra Kim, uma ladra de rua bem articulada que rouba um valioso diamante do Sionis e que também está conectado à família da Caçadora.

O longa apresenta todas as personagens sob locução de Arlequina. Os dois primeiros atos cansam um pouco, justamente pelo “vai e volta”, algo usado e Deadpool de 2016. Aqui perde um pouco de fôlego, mas garante bons momentos das personagens que virão a se tornar as Aves de Rapina.

Com a bagunça instalada, todos querem o couro de Cassandra e Arlequina e as mulheres se unem para proteger a jovem. A história é simples, mas o que surpreende aqui é o terceiro – e violento – ato. Segurem nas poltronas, as cenas de ação da diretora Cathy Yan são de tirar o fôlego!

 A emancipação

O longa gira em torno das mulheres tomarem as rédeas e peitarem seus passados e presentes pelo o que julgam correto. Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa é um grato respiro quando o tema é “Girl Power”. Elas brigam, batem e apanham (e muito). A violência é sanguinolenta e não poupa de mostrar que talvez homens maiores sejam mais fortes. O que entra como elemento extra é o poder criativo das lutas e o super-poder de cada uma para se livrarem dos vilões, mesmo somente a Canário Negro sendo inumana.

O terceiro ato mostra como elas vão salvar Cassandra dessa zona toda, além de restabelecer o futuro de Arlequina em Gotham agora sem o Coringa, como Dinah Lance retornará para a vida normal após assumir seu poder, a forma como Montoya se livrará ou não da policia e como Cassandra ficará após essa zorra toda.

A união das mulheres, somado ao mundo fantasioso dos quadrinhos, forja um longa divertido, intrigante e sexy sem ser vulgar.

Vale a pena?

Com toda certeza! E merece um baldão de pipoca.Para os fãs de quadrinhos, o longa tem vários easter eggs, para quem só é fã de filmes de heróis, é uma diversão certeira. Para a mulherada, é um filme animado, as personagens são divertidas, o universo dos heróis como um todo é zoado várias vezes e as cenas de ação, como comentei, são fantásticas… ou fantabulosas.

Até a próxima!

PS.: A cena da Arlequina invadindo a delegacia é S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L!

Tatá Snow

"Crítica" de cinema - prefiro 'analista de entretenimento', fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah...#TeamCap