Dói. Dói muito. Cair em si e se conscientizar de que a pessoa que você desenhou dentro de si, nunca existiu.

A idealização faz parte da vida e é um mecanismo nato de todos nós. A fase do encantamento é uma etapa do processo relacional e nela, projetamos uma série de expectativas, sonhos e possibilidades de realização com uma determinada pessoa.

Há quem corresponda em grande parte, mas tem muita gente que vai mostrando a sua real face pelo caminho, o que desperta na gente uma frustração sem tamanho.

As máscaras caem, a sujeira aparece de baixo do tapete, a peneira deixa de tapar o sol e eis que somos obrigados a encarar a verdade nua e crua sobre alguém que significou muito para nós e então, não nos restam muitas alternativas a não ser trabalhar o desapego da idealização feita e ressignificar toda a dor do luto vivenciado.

Talvez, você tenha lutado muito tempo para não ter que olhar de perto realidades doloridas. Pode ser, que realizar que aquela pessoa nunca foi o que você imaginou, não seja tarefa fácil, te obrigando a tomar atitudes, efetivar mudanças, mudar rumos, repensar conceitos que você não esteja disposta(o) a fazer.

Por Pamela Magalhães

 

Pamela Magalhães

https://pamelamagalhaes.com.br/

Psicológa especializada em relacionamento e apresentadora do podcast Coração Peludo