No segundo bloco da 15ª edição de Mulheres da Pan, o debate se deu a partir de uma declaração da atriz Luana Piovani, 43 anos, que rebateu em sua rede social um comentário sobre seu novo namorado, o jogador de basquete israelense Ofek Malka, de 23 anos.

Uma mulher comentou que ele era muito mais novo e que não iria saber lidar com a vida dela, por causa de seus 3 filhos com o ex-marido Pedro Scooby.

Piovani respondeu:

“Aquilo ali é guri com responsa de 40 anos, comprometido até os dentes. A distância atrapalha um cadim, mas existe avião.”

Diante desta polêmica, as Mulheres da Pan debateram: a diferença de idade importa em um relacionamento?

Mariana Brito, que tem um noivo 17 anos mais velho, disse que não poderia julgar a atriz Luana Piovani, porém jamais namoraria um rapaz mais novo.

Ela comentou que, apesar da diferença de idade entre ela e o noivo, a maturidade entre os dois é compatível.

“Nós temos uma vida muito parecida, a gente se identifica muito nas coisas que a gente gosta. Nossos objetivos, a forma como a gente olha para o mundo e para as coisas é muito parecida e apesar da diferença de idade a gente tem uma afinidade que faz a gente se dar muito bem.”

Ana Paula Henkel disse que nunca teve um namorado mais novo e nunca se viu nesta situação. Citou amigas separadas que estão procurando um relacionamento, mas que reclamam da dificuldade de achar homens que estejam em sintonia com elas.

“Todas as minhas amigas reclamam da imaturidade dos homens de 40 anos, de como é difícil conversar com eles. Então eu acho que a inteligência e a idade intelectual conta muito.”

Pamela Magalhães, psicóloga, especialista em relacionamentos e convidada desta edição, disse que a idade cronológica é muito relativa de acordo com a maturidade, cultura, experiências de vida e intenções de cada um.

Ela, que tem 14 anos a menos que o marido, disse que sempre se relacionou com homens mais velhos e atribuiu isto a sua base familiar mais tradicional.

Por ser filha única, sempre conviveu com adultos e, pelo fato de ter um pai rigoroso, a exigência foi maior.

Em relação à polêmica envolvendo a atriz Luana Piovani, a psicóloga pontuou:

“Não importa se a pessoa é nova, se é mais velha, importa o que eu quero neste momento da minha vida. O mais importante é a gente não se prender a estes detalhes. Eu acho que o mais legal é a gente entender o que eu quero hoje pra mim, qual o meu momento.”

Pamela relatou ainda as constantes reclamações femininas que aparecem em seu consultório. “Elas reclamam: Pamela, só tem moleques. Eu quero conhecer alguém, saio, acredito e quando eu vejo a pessoa some.” E deu seu diagnóstico:

“A gente olha muitas vezes o homem como um vilão. Não estou defendendo, mas estou trazendo um ponto de vista. Os homens também estão muito feridos, estão perdidos nos seus posicionamentos, muitas vezes não sabem como eles chegam nestas mulheres, eles não sabem até que ponto eles podem ir.”

Ana Paula concordou e disse que vive isto em sua casa com seu filho adolescente. “Os meninos vão às festinhas e, quando chegam em casa, eu pergunto para o meu filho: ‘E aí, como foi a festa, viu alguma menina interessante?’ E ele responde: ‘Vi, mas não conversei porque fiquei com medo. Não sei o que eu posso falar, se eu posso elogiar.’” A ex-jogadora de vôlei concluiu:

“Eles estão perdidos, sim, Pamela, porque se esticou muito a corda, com algumas razões de assédio gravíssimas, mas, dentro desta esfera dos casos sérios, o problema é que tudo agora virou machismo, tudo virou assédio e então os próprios adolescentes estão crescendo nesta seara de não saber mais o lugar deles, nem de um elogio, e isto é muito ruim.”

O debate continuou e as Mulheres da Pan abordaram também a independência da mulher nos relacionamentos, os medos masculinos e o lugar de homens e mulheres nas relações interpessoais.

Confira!

Daniela Contin Garcia

Publicitária e Podcaster na Jovem Pan