Em tempos de pandemia a gente até tenta mudar de assunto, mas é virtualmente impossível. Assim sendo, ‘bora esclarecer as dúvidas sobre o tema do momento e sua relação com o TEA? ‘Bora!

Covid-19 é a doença provocada pelo novo coronavírus. A primeira coisa que é preciso saber é que autismo NÃO É fator de risco para covid-19. Repita comigo: autismo não é fator de risco para covid-19. De novo, só pra memorizar: não é!

Como quase todo terráqueo já sabe a essa altura, as crianças são o grupo menos vulnerável diante da doença, frequentemente passando por ela sem nem apresentar sintomas. Mas isso não significa que não peguem e não transmitam.

Algumas características específicas, de alguns indivíduos, no entanto, podem sim torná-los mais suscetíveis a contrair covid-19, mesmo que não venham a sofrer seus efeitos. É o caso daqueles cujo TPS os leva a colocar tudo na boca!

Se bobear, meu filho lambe corrimão de aeroporto, prateleira de mercado, janela de metrô. Por outro lado, ele nunca esteve tão seguro em relação a esse tipo de contaminação, uma vez que a recomendação número um para conter o avanço do vírus é ficar em casa!

O que nos leva a uma segunda dificuldade que pode surgir nesse período: a quebra da rotina. Em geral, autistas têm muito apreço a ela e são apegados aos seus rituais. Para amenizar a pausa forçada na terapia, pai, mãe e irmãos podem brincar juntos na mesa de atividades.

Tente incentivar e manter toda a rotina possível, já que parte dela está necessária e temporariamente suspensa, como escola e terapias. A internet está cheia de sugestões de atividades lúdicas, sensoriais, de ABA para todo perfil de criança.

Além disso, parece óbvio, mas tem gente que esquece que autistas também crescem e se tornam adultos e idosos. Nessa medida, pessoas no espectro são como todas as outras do grupo de risco.

Quem sofre de diabetes, câncer, cardiopatias, doenças pulmonares e os imunodeprimidos, precisa redobrar os cuidados de prevenção, porque correm riscos muito maiores se chegarem a pegar covid-19.

Por último, o mais importante vale para todos: fique em casa ao máximo, saindo apenas para o essencial, e lave as mãos com frequência. Ah, e não custa nada repetir: autismo não é fator de risco.

Joana Santana

Curiosa de nascença, obedeço aos chamados da vida. Por amor e vocação, virei jornalista, esposa e mãe. Meu mundo só fica maior.