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Waze, ZTE, Mastercard e Intel: empresas explicam como a tecnologia vai mudar nossa locomoção

Flávia Rosário (Head de Marketing da Waze), Fábio Fernandes (Diretor de Negócios da ZTE), Paulo Frossard (Vice-Presidente de Desenvolvimento de Negócios da Mastercard) e Maurício Ruiz (Diretor Geral da Intel Brasil) estiveram no segundo painel do fórum para contar quais são as tendências no mercado de mobilidade. Mediados por Felipe Moura Brasil, apresentador do Pingos nos Is, usaram suas experiências para mostrar como a tecnologia deve tornar as cidades cada vez mais inteligentes.

O primeiro a falar foi Fernandes, que narrou como sua vivência na China o fez encontrar soluções para outros países, incluindo o Brasil. “Uma cidade inteligente é uma cidade em que a tecnologia é usada para aumentar o bem-estar do cidadão. Houve um êxodo dos chineses que aumentou a população urbana em 50% em 10 anos. Eles não conseguiam mais andar e chegar aonde queriam. Então pararam para pensar em um planejamento para os próximos 30 anos. Isso definido, partiram para a execução com PPPs”, disse. Nesse contexto apareceram os sensores, usados não só nos carros, mas também em postes e semáforos. “Isso tem um retorno muito forte. Com esses dados, você consegue controlar todo o tráfego do dia para a noite para tomar as melhores decisões”.

Já na Mastercard, o case de maior sucesso aconteceu em Londres com a implementação de sistemas que aceitam cartões de débito e crédito para pagamento das tarifas do transporte público. “Isso reduziu os custos para a cidade e deixou tudo mais prático. É como os táxis em São Paulo. Há dois anos, não aceitavam pagamentos digitais. Mudou completamente. Hoje todos os aplicativos aceitam. A tecnologia tem um papel muito importante nesses avanços”, explicou Frossard.

Rosário fez uma comparação semelhante para contextualizar o mundo antes e depois da criação do Waze. O que não é nem um pouco difícil de fazer. Quem é que não se lembra da dificuldade que era dirigir até um local desconhecido tendo que analisar diversas folhas impressas do Google Maps para se localizar, não é mesmo? “Lembro de antes até, quando tinha que desenhar mapas para os amigos (risos). Até que surgiu o GPS. Depois o Waze nasceu por que alguém precisava manter o GPS atualizado. Era difícil por conta das frequentes mudanças nas ruas. O Waze apareceu como uma comunidade de motoristas que ajuda a manter os dados atualizados. 100 milhões de pessoas usam todos os dias. Em São Paulo já são 4 milhões”, pontuou.

Ruiz finalizou a conversa fazendo uma referência a Os Jetsons, desenho animado exibido originalmente na década de 1960 que mostrava o cotidiano de uma família em uma cidade futurista. “Os carros deles voavam, nós ainda não chegamos lá. Mas está tudo aqui. O carro não precisa nem ser autônomo para ser inteligente. Basta incluir tecnologias que permitem que ele tome o controle de algumas ações, como identificar uma pessoa e frear. Já existem robôs dentro de algumas casas. As pessoas têm essa ideia de que eles vão nos destruir, mas já estão cuidando de idosos no Japão. É esse mundo que está à nossa volta. Por volta de 2020 os carros autônomos devem surgir em escala. Isso vai acontecer. No Brasil estão sendo testados sensores de controle. Nada mais são do que embriões para o carro autônomo”.