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Para que esse Estado existe?: especialistas discutem empecilhos impostos ao empreendedor

O Fórum Jovem Pan Mitos & Fatos – Empreendedorismo de Impacto discutiu em seu primeiro painel, “Estado Mínimo, Sociedade Máxima”, nesta sexta-feira (6), a importância da liberdade da população tomar suas decisões econômicas sem sofrer com a burocratização e empecilhos impostos pelo Estado.

A economista Renata Barreto defendeu que o “Estado tem que deixar de atrapalhar, fazer políticas econômicas responsáveis, de uma certa maneira tem que se desmontar por dentro”. Para ela, “o Estado te atrapalha de todas as formas possíveis para que você não consiga empreender, de maneira simples, existe uma complexidade tributaria, fiscalizações, intervenções, regulações, coisas absurdas”.

“Quando a gente tem o Estado máximo e uma sociedade mínima, o Estado acaba atrapalhando demais a tentativa do cidadão de ser independente, de ser livre, empreender”, concluiu Renata Barreto.

Alexandre Schwartsman, economista, também esteve no painel e afirmou que “a gente tem um estado que vive basicamente para se servir […] o volume de gastos é estúpido”. Segundo o profissional, os gastos públicos brasileiros são próximos a metade do PIB. “Estado que gasta extraordinariamente. E para se financiar, ele também tributa extraordinariamente”, criticou Schwartsman.

“A segurança é ruim, as cortes não precisa nem comentar a respeito. Infra-estrutura pobre. Saneamento tem falhas gritantes. Para que esse estado existe? Para financiar um determinado grupo”, concluiu.

Alexandre Ostrowiecki, CEO da Multilaser, foi no mesmo caminho de Schwartsman e criticou a carga tributária brasileira. Para ele, o pobre é quem mais sofre.

“A carga brasileira é muito regressiva. É anti-pobre. Quem paga mais imposto no Brasil é o pobre. Porque o imposto brasileiro é focado no consumo, e não na renda, e menos ainda no patrimônio. Quem tem toda a renda praticamente no consumo é o povo mais humilde”, disse.

Cristiana Arcangeli, empresária e participante do programa Shark Tank Brasil, defendeu a criação de um imposto único que possa desburocratizar e diminuir a forma de arrecadação da população. Segundo Arcangeli, micro-empresários preferem não crescer para não entrarem em uma faixa de imposto maior.

“O Brasil é o melhor país no mundo, cheio de oportunidades, só precisava de uma organização”, concluiu