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Nassim Taleb fecha o Fórum Jovem Pan Mitos & Fatos e defende que empreendedores corram riscos

O Fórum Jovem Pan Mitos & Fatos – Empreendedorismo foi encerrado com a palestra de Nassim Taleb, autor, ensaísta e analista de riscos, na noite desta sexta-feira (6), sobre as diferenças entre pessoas que fazem e burocratas que atrapalham o desenvolvimento de ideias. O líbano-americano defende que a sociedade precisa “correr riscos”, ao invés de sofrer com regulamentações.

Nassim Taleb questionou qual a necessidade de um profissional provar que é capaz e tem conhecimento. Ao ser julgado por seus pares, “você tem um julgamento plástico”, disse. Para ele, é muito mais eficiente ser “julgado pela realidade”. O palestrante citou o exemplo dos encanadores. Em 60 segundos, você percebe se o profissional é bom.

Taleb diz que não se fala de encanadores “experts”, mas existem “experts no campo de economistas”. “É assim que funciona a cabeça dos burocratas. Eles são chatos e passam o tempo regulamento coisas […] Se você não participa daquela realidade. Nunca será capaz de checar o que eles sabem de verdade.”

O autor defendeu que algumas das pessoas mais influentes da história foram aquelas que correram riscos. Como, por exemplo, Jesus Cristo. Segundo ele, ao ser questionado por pessoas o que devem fazer de suas vidas, a resposta é sempre a mesma: ” Comece um negócio, corra riscos por outros”. “Corra mais riscos do que os outros”, insistiu.

Para defender seu ponto, Nassim Taleb contou a história de dois neurologistas que são considerados exemplos em sua área: o primeiro era um profissional bonito, com as características ideais de “Hollywood”. Já o segundo não tem um aspecto que se idealiza e tampouco fez a faculdade dos sonhos. E perguntou: se você tiver um tumor no cérebro e tivesse falado com os dois, qual deles você escolheria? Para Taleb, a escolha ideal seria o segundo, pois se ele chegou no mesmo lugar daquele idealizado, é porque precisou correr mais riscos.

Nassim Taleb também defendeu a descentralização nas empresas. Segundo ele, quão mais complexo for a corporação, mais frágil ela será. “Corporações não podem ser muito grandes. Precisam se descentralizar”, disse.

O palestrante acredita que não é possível ter total controle de conglomerados muito grandes. Em escala menor, é mais fácil se homogeneizar e equilibrar os problemas.