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Capitais têm uso exagerado de automóvel: mito ou fato?

Boa parte dos problemas de transporte e mobilidade nas grandes cidades brasileiras esbarra no fato de o transporte público não ter capacidade suficiente para garantir que as pessoas se locomovam por meio de metrô, trens e ônibus, mas será que o uso do automóvel é tão prejudicial assim?

Para o arquiteto e urbanista Nabil Bonduki, o principal desafio é mudar a lógica de mobilidade, o que significa garantir que uma quantidade muito maior de pessoas use o transporte coletivo, racionalizando o uso do automóvel e reduzindo problemas de congestionamento e questões ambientais.

“Em São Paulo, a mobilidade representa quase 65% da emissão de carbono e isso se deve ao uso exagerado do automóvel”, avalia Nabil. “Por isso, é muito importante que haja um sistema mais integrado e eficiente de transporte coletivo”, complementa, destacando o sistema de transporte sobre trilhos na cidade.

“Os trens representam, hoje, um número significativo de quilômetros do sistema sobre trilhos na cidade, porém as iniciativas de melhoria do transporte, bem como implantação de trens, metrô e corredores de ônibus, são muito lentas”, explica. “São Paulo ainda está em dois dígitos no metrô depois de quase 50 anos”, complementa.

“Temos uma cidade estruturada no automóvel e isso gera impacto direto na mobilidade pelo fato de que o automóvel domina o espaço público e funciona em torno dele”, avalia o arquiteto e urbanista, que destaca o desaparecimento de praças, por exemplo, para que os automóveis possam trafegar, o que gera problemas de drenagem nas cidades.

Quer saber mais sobre esse tema? Esse e outros assuntos referentes ao futuro nas grandes cidades serão abordados no fórum Mitos & Fatos – Jovem Pan Discute, que acontece no dia 24 de abril, em São Paulo, e será transmitido ao vivo em multiplataformas. Fique ligado!