Os segredos do componente que define o sabor dos grandes vinhos tintos

De Esper Chacur

Muitas vezes ouvimos da boca de especialistas expressões como “este vinho está tânico, seus taninos estão muito fortes”. Mas, afinal, o que isso quer dizer?

Quando a gente sente uma certa aspereza no vinho, algo como mastigar banana verde, é o tal tanino se manifestando.

No olfato o tanino dá aquela nuança de tempero, de ervas ao vinho, ou mesmo aquele cheirinho terra. Mas, na verdade, o tanino está ligado à própria estrutura do vinho. Vinhos com bom corpo, com boa estrutura e com potencial de guarda são mais tânicos. E, exatamente, pela guarda é que os taninos se transformam. Eles passam de adstringentes (ásperos), a aveludados. Quando os taninos se tornam aveludados sentimos aquele vinho que “desce macio”.

Para atenuar os taninos de um vinho novo não é necessário guardá-lo por anos a fio. Uma técnica muito boa é a aeração. Abrir o vinho bem antes de consumi-lo e valer-se do decanter com a finalidade de aerá-lo.

Um vinho novo pode ser chacoalhado dentro do decanter. Você irá sentir os aromas se apresentarem, junto com a volatização do álcool.

O importante de tudo isso é saber que tanino não é defeito. Pelo contrário, é qualidade do vinho tinto.

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