Do Forte-Apache à boneca Susi: dez brinquedos inesquecíveis da infância de quem já passou de 30 anos

De Roosevelt Garcia

Olhando para trás no tempo, uma das coisas que nos vem à mente com mais clareza são os nossos brinquedos, companheiros inseparáveis de aventuras mirabolantes. Os mais velhos lembrarão dos grandes lançamentos das décadas de 60 e 70, quando o mercado teve um “boom” sem precedentes. Já quem cresceu nos anos 80 e 90 teve a sorte de pegar a primeira geração de produtos realmente eletrônicos, que faziam coisas que antes eram possíveis somente em sonhos.
O brinquedo preferido está na lembrança de muitas pessoas e existem até aqueles sortudos que ainda guardam alguns itens, reminiscências de uma fase mais feliz de suas vidas. Relembre alguns dos mais desejados produtos das últimas décadas, incluindo até alguns que continuam sendo fabricados, mesmo na era dos videogames.

Forte Apache
Nos tempos em que as crianças sonhavam em ser cowboys, a Brinquedos Gulliver lançou esta miniatura de um autêntico forte apache, com figuras plásticas de soldados e índios, que lutavam batalhas imaginárias em episódios intermináveis. Nas primeiras versões, todo o forte era realmente feito de madeira, mas logo o material foi substituído por plástico.

Pega-Pega Trol
Nesse brinquedo elétrico, carrinhos parecidos com aqueles dos velhos filmes mudos rodavam por uma pequena cidade em uma perseguição alucinada. As crianças controlavam os desvios por onde os carrinhos passavam, tentando fazer com que eles não batessem um no outro.

Tonka
Juntamente com o Velotrol, a Tonka reinventou o velho “tico-tico”, triciclo de metal que as crianças adoravam nos anos 60. Na década seguinte, a Trol lançou esses triciclos plásticos, que eram ótimos pra apostar corridas e fazer manobras mais radicais. Até os adultos curtiam, pois havia uma Tonka em tamanho avantajado para as crianças maiores e para os marmanjos de plantão que não resistiam ao brinquedo.

Vertiplano
Resgate uma cápsula espacial e seu astronauta com um helicóptero bem “bacana”, para usar uma gíria da época! O Vertiplano não era um brinquedo de rádio controle. Ele ficava preso a uma haste e a criança o controlava sem muita precisão para fazer o resgate. Mesmo assim, era muito divertido. Outras versões foram lançadas com o tempo.

Espirotot
Um pequeno conjunto de réguas e gabaritos circulares ajudavam as crianças a criar desenhos com padrões incríveis e multi-coloridos. O brinquedo era tão didático que muitas professoras do ensino fundamental dos anos 70 incentivavam seus alunos a usá-lo.

Hering Rasti
Brinquedos de montar são sempre uma garantia de sucesso. Na era pré-Lego aqui no Brasil, existiam opções do gênero, de todos os formatos e cores. Dava para fazer de tudo. O Hering Rasti era a evolução dos brinquedos de montar. Vinha com motores que permitiam que as crianças criassem coisas que se moviam de alguma forma. Mesmo as versões mais simples, que não tinham motor, permitiam a construção de veículos bem sólidos.

TCR
Toda criança sempre quis ter um Autorama, brinquedo elétrico que simula uma corrida de carros. Quando o TCR da Trol foi lançado, trouxe uma revolução porque permitia que os carrinhos mudassem de pista, algo impossível de se fazer num autorama convencional. Ele não ficou muito tempo no mercado, mas até hoje há muitos aficionados pelo brinquedo, e existe até um website pra eles: tcrbrasil.com

Comando Eletrônico
A Estrela lançou na década de 70 uma série de caminhões com botões direcionais. O negócio foi batizado de “comando eletrônico”. As crianças da época adoraram. Podiam controlar a direção do brinquedo ao apertar grandes botões localizados sobre a cabine de cada caminhão.O primeiro a ser lançado foi o caminhão cegonheira, mas logo surgiram o carro de bombeiros e um caminhão basculante.

Stratus
Esse foi realmente o primeiro brinquedo com sistema de rádio-controle lançado pela Estrela, e com um adicional: se batesse em algum obstáculo, ele dava marcha à ré automaticamente. Algumas versões foram lançadas, mas o carro de corridas era o mais popular.

 

Boneca Susi
Lançada nos anos 60, foi a primeira boneca fashion do Brasil. Ficou no mercado até 1985, fazendo a alegria de milhões de meninas. Quando foi relançada em 2007, seu formato foi levemente modificado, ficando mais parecida com a concorrente Barbie.