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Dirigentes cheios de ego demitem Lopetegui

Dirigentes cheios de ego demitem Lopetegui
Real coach Julen Lopetegui gestures as walks off the pitch after losing 5-1 during the Spanish La Liga soccer match between FC Barcelona and Real Madrid at the Camp Nou stadium in Barcelona, Spain, Sunday, Oct. 28, 2018. (AP Photo/Manu Fernandez) Spain Soccer La Liga

Lopetegui acabou demitido do Real Madrid após 135 dias de comando no time merengue, em um caso atípico para o futebol europeu. Somos mais acostumados com rápidas passagens de técnicos no futebol brasileiro. No entanto, não podemos esquecer do fato mais importante para Lopetegui: o técnico estava prestes a treinar a Espanha no Mundial da Rússia. O Real resolveu enviar um comunicado avisando que havia acertado com o técnico para comandar a equipe, poucos dias antes do início da Copa do Mundo. Pronto. Por um jogo de egos, o Real Madrid tirava da seleção espanhola um técnico que se preparou e já conhecia o time, fato que ocorreu às vésperas da disputa mais importante do mundo.

Lopetegui deixou a Espanha e partiu para o Real Madrid. Resultados ruins e desempenho abaixo da média (no campeonato Espanhol vem de 1 empate e 4 derrotas) provam que a cabeça mal preparada e cheia de ego de um dirigente atrapalha não somente a si, como também seus profissionais. A afobação do Real Madrid em anunciar o novo técnico chocou-se diretamente com a Federação Espanhola de Futebol, que não deixou barato e resolveu jogar o Mundial pela janela à dar o braço a torcer. O anúncio poderia ser feito após a Copa.

O pífio desempenho de Lopetegui também é fruto de seu emocional. A equipe do Real contou com um técnico que provavelmente pensava mais na seleção do que em seu próprio time. O fruto do arrependimento deve ter batido à porta cedo demais. Resultado final: ao preferir colocar egos acima da seleção, Real e Espanha sofreram.