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Pesquisa da Netflix revela os benefícios da representatividade LGBTQ+

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Pesquisa da Netflix revela os benefícios da representatividade LGBTQ+
#LoveIsLove

A Netflix e a GLAAD se juntam para celebrar a diversidade em pesquisa

Na madrugada de 28 de junho de 1969, no Stonewall Inn, único bar abertamente gay de Nova Iorque, quatro policiais decidiram fazer uma batida no local, o que era algo considerado frequente e comum para os frequentadores. Diante da recusa de alguns clientes de se identificarem, os oficiais resolveram levá-los para a delegacia e um tumulto se iniciou, com tijolos e pedras em chamas sendo atirados contra as janelas, gritos, tiros por parte da polícia e um incêndio se alastrando pelo bar.

Na noite seguinte, mesmo em ruínas, o Stonewall abriu e uma imensa multidão espalhada pelos quarteirões ao redor se reuniu para protestar e confrontar a polícia. E assim foi por mais cinco dias. Era a primeira vez que gays, lésbicas, transexuais e drag queens se uniam contra as leis e a violência homofóbica do estado. Foi algo parecido com o que tem acontecido atualmente nos EUA, após a morte de George Floyd.

Exatamente um ano depois, acontecia as primeiras marchas do orgulho gay no país, tornando a data em Dia Internacional do Orgulho LGBT e, mais tarde, definindo junho como o mês do orgulho gay.

Para comemorar o “Pride Month”, a Netflix e a GLAAD (organização não-governamental americana que monitora a maneira como a mídia retrata as pessoas LGBTQ+), realizaram uma pesquisa no Brasil que revelou que alguns dos programas favoritos das pessoas estão ajudando a criar empatia entre os espectadores.

Cerca de 80% dos brasileiros que não se identificam como LGBTQ+ disseram que séries como Elite e Sex Education e personagens como Casey (Brigette Lundy-Paine) de Atypical e Robin (Maya Hawke) de Stranger Things, ajudaram a melhorar o relacionamento com pessoas LGBTQ+ em suas próprias vidas.

“Dada toda a polarização do mundo hoje, a representação nas telas importa mais do que nunca. A Netflix e os criadores de todo o mundo têm a oportunidade de aumentar a aceitação da comunidade LGBTQ+ por meio do entretenimento”, disse Monica Trasandes, diretora de mídia latina e representação em língua espanhola da GLAAD.

A maioria dos entrevistados LGBTQ+ sentem que o entretenimento reflete sua comunidade com mais precisão agora do que há dois anos. Mas identificam que ainda existem algumas áreas importantes a serem aprimoradas em contar histórias queer significativas, incluindo narrativas com pais e famílias LGBTQ+, maior diversidade racial e situações que abordem a imagem corporal e os relacionamentos LGBTQ+ com familiares e amigos, o que é particularmente importante, pois 85% dos participantes da comunidade disseram que o entretenimento ajudou suas famílias a entendê-los melhor.

Ou seja, mais representatividade acelera e ajuda no processo de aceitação. #LoveIsLove