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Nossa despedida e homenagem ao ator Brian Dennehy (1939 – 2020)

Divulgação
Nossa despedida e homenagem ao ator Brian Dennehy (1939 – 2020)
:( RIP

In Memoriam Brian Dennehy (1938-2020)

Ele foi xerife ardiloso de Rambo: Programado para Matar (1982) e o extra-terrestre bondoso do memorável Cocoon (1985). No último dia 15 de abril, Brian Dennehy nos deixou

A carreira de Brian Dennehy, que nasceu numa pequena cidade de Connecticut (EUA), estava mais voltada para o teatro do que para o cinema e a televisão. Com seus quase dois metros de altura, ele serviu durante 4 anos os Fuzileiros Navais. Ganhou uma bolsa de estudos para jogar futebol pela Universidade de Columbia, onde se formou em História e Artes Cênicas. Trabalhou em várias produções off-broadway e também em Chicago.

Mas as primeiras oportunidades de trabalho no cinema e na televisão não aconteceram de imediato. Brian ralou muito até 1977, quando, aos 39 anos de idade, conseguiu fazer as primeiras pequenas participações em séries como Kojak, Serpico, Lanigan’s Rabbi, Police Woman, M*A*S*H e Lou Grant, todas no mesmo ano. Ainda em 77, estreou no cinema com À Procura de um Homem, estrelado por Diane Keaton.

Durante os anos seguintes, Brian Dennehy era aquele coadjuvante que era possível identificar em várias produções do cinema e televisão. Afinal, mesmo sendo pequena, qualquer participação do ator era sempre notada, não só pela atuação como também fisicamente. No final dos anos 70, ele esteve na série Dallas e nos filmes Golpe Sujo, A Juventude de Butch Cassidy, Mulher Nota 10, entre outros.

Mas em 1982, sua carreira decolou definitivamente ao trabalhar na série Dynasty e por interpretar o xerife Teasle, nêmese de Sylvester Stallone em Rambo: Programado para Matar (1982). A partir daí, sempre que o papel exigia um personagem forte e intimidador, mas com humanidade, lá estava Brian Dennehy.

Nos anos 80, ele esteve nas produções cinematográficas mais populares da década como Cocoon, Silverado, F/X – Assassinato sem Morte, Perigosamente Juntos, Mistério no Parque Gorki, A Marca da Corrupção. Na década seguinte, esteve em duas produções baseada nas obras de Scott Turow, Acima de Qualquer Suspeita e O Ônus da Prova, pelo qual foi indicado ao EMMY.

Mesmo sendo convidado para várias outras produções, Brian nunca esqueceu de sua paixão, o teatro. Esteve várias décadas com a equipe do Goodman Theatre de Chicago, onde sua paixão pelo texto de Eugene O’Neill se confirmou. Ele apareceu pela primeira vez no Goodman, em 1986, no papel-título de Galileo, de Brecht. Sua estreia com O’Neill foi no começo dos anos 90, com O Homem do Gelo.

Dennehy ganhou o seu primeiro Tony, o prêmio máximo do teatro americano, por sua atuação como Willy Loman numa nova montagem de A Morte do Caixeiro Viajante, de Arthur Miller em 1999. O seu segundo e merecido Tony, foi interpretando James Tyrone, em 2003, na clássica obra de Eugene O’Neill, A Longa Jornada dentro da Noite.

Em 2000, foi convidado por George Clooney para trabalhar na versão do filme Limite de Segurança (1964), numa transmissão ao vivo pela Rede CBS, batizada no Brasil para ser lançada em vídeo, como Código de Ataque. No mesmo ano, ganhou o Globo de Ouro pela minissérie A Morte do Caixeiro Viajante, onde novamente interpretava o angustiado Willy Loman, papel que também lhe garantiu uma indicação ao EMMY de Melhor Ator em Minissérie. Sua mais recente indicação no EMMY foi na minissérie Por Trás da Fé, de 2005.

Na última década, Brian Dennehy esteve em várias produções de TV como Hap and Leonard, Public Morals e The Black List. Ainda vamos ver sua atuação em dois novos filmes previsto para esse ano, e que ainda estão em pós-produção, Son of the South e Long Day Journey.

Sua família comunicou o falecimento desse memorável ator.