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CRÍTICA | Sonic: O Filme – Divertido e inofensivo

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CRÍTICA | Sonic: O Filme – Divertido e inofensivo
Pegue suas moedinhas, a pipoca e o refri e divirta-se com SONIC: O Filme

Sonic: O Filme mistura nostalgia dos games com diversão para a família

Em algum momento da história de desenvolvimento de Sonic: O Filme os poderes criativos decidiram que a melhor forma de trazer às telas o famoso mascote de video games da SEGA seria criando uma versão do personagem que funcionaria tanto para afastar os fãs do personagem, quanto para aterrorizar crianças. O simpático porco-espinho teria um nariz de cachorro, o corpo de uma criança que faz crossfit, olhos de anime e a parte mais assustadora: dentes de leite vagamente humanos em sua boca.

Não deu outra, o primeiro trailer do filme foi massacrado na internet. A represália foi tamanha que o estúdio voltou para trás, adiou a data de estreia do filme e refez o personagem. O segundo trailer já trouxe um personagem redesenhado, mais fofinho e parecido com sua versão dos games. Depois deste rebuliço todo, faltava apenas responder a pergunta: será que esse filme vai dar certo?

E não é que deu?

Entendam, Sonic: O Filme não é nenhum clássico instantâneo, não espere uma experiência transformadora, mas considerando o histórico desastroso que adaptações de games têm nos cinemas, este aqui é praticamente Casablanca.

A trama é simples. Sonic (Ben Schwartz) vive em um planeta semelhante aos games. Ele é um pequeno porco-espinho que nasceu com poderes especiais e consegue correr com super velocidade. Ele é protegido pela coruja Longclaw que explica para o jovem que ele deve manter seus poderes em segredo. Ele é descoberto e começa a ser perseguido pelas Echidnas da ilha (oi, Knuckles!). A coruja usa anéis mágicos para transportar Sonic para o planeta Terra.

Anos depois, ele vive em uma pequena cidade em Montana chamada Green Hills onde mantém sua existência completamente em segredo. Um dia, sem querer, libera uma enorme descarga de energia que causa um apagão. O exército americano é enviado para investigar junto com um cientista louco chamado Robotnik (Jim Carrey).

Sonic faz amizade com o policial Tom (James Marsden) e ambos embarcam rumo a São Francisco para encontrar os anéis de Sonic para manda-lo para outro planeta.

Sonic: O filme

A trama é simples mas, de novo, é um filme para a criançada. Existem referências a diversos elementos do universo Sonic, dos games, aos quadrinhos, às animações; para os fãs mais afiados. Existem cenas interessantes que fazem proveito da velocidade do protagonista. Aquelas clássicas de personagens hiper-velozes que já vimos em filmes da DC e da Marvel. Tudo fica parado e nosso herói se mexe reajustando todo o cenário para vencer a luta.

O próprio Sonic é cativante, mas um pouco cansativo. Ele é solitário, portanto fala muito sozinho e nunca para de falar. Muito do seu diálogo são referências de cultura pop cansadas, semelhante à outras animações voltadas para a criançada. Mas funciona, especialmente na hora de contracenar com Marsden que traz um pouco de calmaria ao caótico roedor.

O grande destaque do filme é Jim Carrey que traz para o filme mais uma atuação estilo anos 90 do ator. Exagerado e vilanesco, ele rouba a atenção toda vez que está em cena e traz uma dedicação e energia muito acima do esforço quase mercenário que um ator menos investido traria para esse tipo de projeto.

No fim

Sonic: O Filme é divertido e despretensioso. Vai divertir tanto os nostálgicos da era 16-bit da Sega quanto a criançada que vai se cativar pelo personagem bonitinho. Leve toda a família e aproveite.

Até a próxima!