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CRÍTICA | The Umbrella Academy – A 2ª temporada é melhor do que a primeira!

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CRÍTICA | The Umbrella Academy – A 2ª temporada é melhor do que a primeira!
Melhor do que a primeira temporada! Será?

Série inspirada em quadrinhos da Dark Horse Comics, volta para seu segundo ano mais forte que nunca

Fazer uma nova temporada depois do sucesso estrondoso da anterior é algo desafiador. Manter o nível e cumprir com a expectativa do público é uma tarefa árdua e que nem sempre é possível de se fazer.

A situação complica quando a série está fora do circuito tradicional, ou seja, não é exibida em canais de televisão que cumprem com um calendário de exibição fixo, e sim em plataformas de streamings que lançam novas temporadas cada um ano ou talvez até mais.

Esse hiato entre os novos episódios muitas vezes acabam prejudicando, uma vez que o público, mesmo que ansioso, acaba deixando a série para trás diante da enorme oferta de novas produções. Esse foi caso de Sense8, da Netflix, por exemplo. Sua primeira temporada teve um efeito avassalador, mas seu segundo ano só chegou à plataforma quase dois anos depois. Isso fez com o que o interesse dos espectadores e a audiência caísse, levando ao cancelamento da série.

Muitos devem lembrar do grande bá-fá-fá que foi quando The Umbrella Academy estreou. Na época, a Netflix tinha acabado de cancelar suas produções em conjunto com a Marvel Studios e a novidade se mostrou um caminho interessante e próspera para a plataforma seguir trazendo super-heróis à vida.

Agora, um ano e meio depois, a aguardada segunda temporada chegou e adivinhem… Não decepcionou aqueles que esperavam ansiosamente para ver a continuação da história da família de super-heróis bem desajustada, formada por Luther (Tom Hopper), Diego (David Castañeda), Allison (Emmy Raver-Lampman), Klaus (Robert Sheehan), Vanya (Ellen Page), Five (Aidan Gallagher) e Bem (Justin H. Min), todos adotados pelo bilionário Sir Reginald Hargreeves (Colm Feore) e criados com a ajuda de uma androide e de um chimpanzé.

Para evitarem que todos morressem com apocalipse provocado por Vanya e seus recém-descobertos poderes, Five transporta os irmãos para outro tempo e espaço. Como é de se esperar, o plano não ocorre como planejado e eles acabam se separando, se espalhando em Dallas, mas em momentos diferentes da década de 1960.

Sem saberem onde os outros estão, os irmões precisaram se adequar a nova realidade. O que eles não sabem é que junto com eles também veio o fim do mundo. Com isso, Five tenta achar e reunir todos para impedirem novamente que o apocalipse aconteça.

Nessa temporada, a série, baseada nos quadrinhos de Gerard Way e do brasileiro Gabriel Bá, desenvolvida pela Dark Horse Comics, deixa o conceito de família disfuncional um pouco de lado para desenvolver mais a questão da sobrevivência e os conflitos de identidade pessoais de cada personagem.

O roteiro continua seguindo a fórmula adotada pela Netflix de apresentar a premissa e ao longo dos episódios ir destrinchando os personagens, levando o público a entender o porquê dos rumos da trama.

Além disso, também vão trazendo elementos da época como o movimento dos direitos civis negro, a homossexualidade e a negação de muitos em relação a sociedade do consumo. Temas familiares, não?

No quesito atuação, os atores conseguem se manter no patamar da temporada anterior. Sheehan mais uma vez se destaca (e de longe!) entre o elenco e a sua parceria com Min (que agora ganha mais espaço) é um dos melhores e maiores pontos da série. Hopper também consegue desenvolver mais seu personagem e o público consegue enxergar outras camadas do gigante Luther.

Renovando sua trilha sonora, o espectador ouve releituras de hits musicais contemporâneos, além de canções clássicas das décadas de 50, 60, 70, 80 e 90. As músicas, que anteriormente casavam perfeitamente com a história, não tem o mesmo poder agora. Ainda assim, cada cena de ação é pensada como um videoclipe da pesada.

Mesmo que o showrunner Steve Blackman tenha ganhando mais liberdade em relação aos rumos da história, ela se mante coesa ao material de Way e Bá e ainda deixa alguns ganchos para a próxima temporada (mesmo que a série não tenha sido renovada), principalmente ao acrescentar Lila (Ritu Arya) a narrativa.

Ficou curioso? Todos os episódios de The Umbrella Academy estão disponíveis na Netflix.