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CRÍTICA | Sweet Magnolias (Netflix) é uma “série de mãe” que encanta

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CRÍTICA | Sweet Magnolias (Netflix) é uma “série de mãe” que encanta
Aquela série boba, despretensiosa e apaixonante!

Sweet Magnolias (Doces Magnólias) é uma série com pegada de ‘novela das 6’ e super fofinha

Três melhores amigas do colegial amadureceram suas amizades por quase 20 anos em Serenity, uma pequena cidade na Carolina do Sul. Dana Sue Sullivan (Brooke Elliott) é chef de cozinha do badalado restaurante da cidade, separada e mãe de uma jovem adolescente filha única. Helen Decatur (Heather Headley) é uma prestigiada advogada solteirona que resolve tudo para os cidadãos locais. E Maddie Townsend (Joanna Garcia-Swisher) acaba de se divorciar de Bill (Chris Klein) e é mãe de três filhos. A trama começa com o divórcio de Maddie e a ideia de Dana Sue e Helen de abrirem um spa em um antigo casarão da cidade com a ajuda de Maddie na administração. Os dramas familiares das três protagonistas envolvem lidar com o que a cidade pensará delas, novos romances, traumas do passado e adolescentes aprontando.

Um pouco mais sobre essa amizade…

Espiritualizada, Sweet Magnolias (Doces Magnólias) poderia ser uma “novela das 6” da Rede Globo. Com uma cenografia quase de época, naquelas típicas cidades rústicas cheias de casas antigas já reformadas, a série aborda situações que já assistimos várias e várias vezes, mas que com um toque certo de charme e um ótimo elenco, é um entretenimento delicioso de assistir.

Entre as questões principais abordadas temos o divórcio de Maddie e o seu novo interesse amoroso, versus o que a cidade irá pensar dessa mãe quarentona de três filhos se envolvendo com outra pessoa da cidade. Enquanto Dana Sue sofre de tensão extrema, mau humor e até grosseria excessiva, compreendemos alguns traumas do passado da dona do restaurante. Já Helen, apesar de ser conhecida, ter sucesso e ser uma boa samaritana, lhe falta um parceiro.

Além disso, as histórias periféricas chamam atenção. A esposa do prefeito da cidade quer aparecer e se mete onde não é chamada, o encontro da comunidade se dá dentro da Igreja cuja pastora é uma mulher muito respeitada, a escola de Serenity tem um ótimo time de baseball – onde dois jogadores disputam o título de estrela; o ex de Maddie é um respeitado médico que engravida a amante, e um antigo morador chega para atrasar os planos das amigas.

Enquanto mergulhamos nas histórias das três, os adolescentes sofrem por amores não correspondidos, pressão psicológica dos pais, ausência de figuras paternas e descobertas naturais de todo jovem adulto.

Ou seja… Drama, drama e mais drama!

A trama em si não tem nada de novidade…

Mas é impressionante como um bom elenco, uma boa direção e uma ótima edição, podem tornar uma trama tão simples em algo viciante. A série entrega sua proposta: de ser leve, ter romance, te fazer rir, se emocionar e se encantar. É aquela produção que você assiste com um sorrisinho de canto de boca o tempo todo.

Óbvio que há momentos de muita tensão e o fim da primeira temporada deixa um gostinho de quero mais. Toda base de Sweet Magnolias é “relação familiar”, seja ela qual for: de sangue ou não. E para chamar a atenção das mães, bem…

Senhoras e senhoritas…. Justin Bruening!

Vale a pena?

Em tempos de pandemia e muito tempo ocioso, com toda certeza! O mais gostoso dessa série é poder esquecer o mundo lá fora para entrar num universo diferente. Se você só precisa relaxar e curtir o conforto da sua cama ou sofá, esta série é para você.

A série é baseada no livro de mesmo nome da autora Sherryl Woods que trabalha na série como produtora executiva e chegou na Netflix no dia 19 de maio. A segunda temporada já está confirmada, mas sem data de estreia anunciada, porém saberemos o que rolou somente em 2022.